Com tradição e fé no Brasil, conveniência transmite Copa do Mundo desde 1994
Ao longo dos anos, dono apostou nos espectadores e espera receber até 1,2 mil torcedores este ano
Em 1994, o empresário Edmir Jardim, de 63 anos, sentou-se à mesa da CervJá, na Avenida Afonso Pena, para assistir ao primeiro jogo da Copa do Mundo dos Estados Unidos, entre Alemanha e Bolívia. A cada partida, voltou ao local e acompanhou o Brasil ser tetracampeão. Hoje, na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, não fugiu à tradição e voltou à conveniência.
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A CervJá, conveniência tradicional localizada na Avenida Afonso Pena, no Centro de Campo Grande, reúne torcedores há 32 anos para assistir aos jogos da Copa do Mundo. O empresário Edmir Jardim frequenta o local desde 1994, quando acompanhou o tetracampeonato brasileiro. O dono Francisco José estima receber até 1,2 mil pessoas caso o Brasil chegue à final, priorizando qualidade no atendimento e na transmissão.
Point antigo e conhecido de Campo Grande, a CervJá reúne torcedores que mantêm o costume de assistir aos jogos no local. A conveniência foi aberta há 38 anos e começou a transmitir partidas de Copa há 32 anos.
Dono da CervJá, Francisco José, 61 anos, conta que a primeira Copa transmitida no local foi justamente a de 1994, ano em que o Brasil conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos. Desde então, segundo ele, todas as edições foram exibidas na conveniência. “O futebol foi um grande gancho da empresa. A gente transmite finais de Campeonato Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e todos os jogos da Copa, mesmo quando são simultâneos”, afirmou.
A estrutura, lembra Francisco, mudou junto com a tecnologia. Em 1994, as transmissões eram feitas em televisores de tubo. Hoje, o local conta com telão e várias TVs. Para ele, mais do que o público, a prioridade é garantir segurança, atendimento e boa qualidade de imagem. “Meu foco é mais na qualidade do que na quantidade de pessoas que vêm”, disse.
Edmir chegou acompanhado de amigos e apostou em vitória brasileira por 2 a 1. Ele diz que já acompanhou Copas no local desde edições como as dos Estados Unidos, África do Sul e Catar. “Nós somos bem motivados, porque o Brasil precisa ganhar essa Copa. Nós somos brasileiros e não desistimos nunca”, afirmou.
Edmir também vê Endrick como um dos nomes capazes de mudar o jogo quando entra em campo. Para ele, a expectativa é de título. “Hexa, com certeza. Vamos mostrar que somos os melhores”, disse. Vai ter que aguardar a entrada do jogador, que não foi escalado para iniciar a partida.
O professor de karatê André Peixoto, de 37 anos, foi pela primeira vez à CervJá para assistir à Seleção. Ele chegou por volta das 15h30, depois de indicação de amigos, e encontrou as mesas reservadas. “Eu acho que aqui é o point da Copa”, afirmou.
Apesar da desconfiança de alguns amigos, André diz estar confiante na campanha brasileira. Para ele, a estreia pode ser o jogo mais difícil da fase classificatória, mas a Seleção chega entrosada. “Eu acredito que este ano o Brasil vai conseguir vencer, sim”, disse.
Francisco estima receber cerca de 700 pessoas nas primeiras fases da Copa. Caso o Brasil avance, a projeção é de um público maior, podendo chegar a 1,2 mil pessoas em uma eventual final, com necessidade de organização no pátio e até apoio no trânsito. “Depois, quando o time ganha, as pessoas se deslocam para comemorar aqui com a gente. É um prazer recebê-los, né?”
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