Dólar sobe a R$ 5,12 com expectativa por acordo entre EUA e Irã
Ibovespa acumula alta de 1,45% na semana, 2,64% no mês e 9,58% em 2026

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,1216 nesta terça-feira (28), com alta de 0,20%, enquanto o Ibovespa avançou 0,70%, aos 176.565 pontos, impulsionado pela expectativa em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã, pela divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) abaixo das projeções do mercado e pela espera da decisão sobre os juros americanos.
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O dólar fechou a R$ 5,1216 nesta terça-feira (28), com alta de 0,20%, enquanto o Ibovespa avançou 0,70%, aos 176.565 pontos. O mercado foi influenciado pelas negociações entre EUA e Irã, pelo IPCA-15 abaixo do esperado, em 0,06% em julho, e pela expectativa sobre a decisão do Fed. O petróleo Brent recuou para US$ 84. No cenário doméstico, repercutiram atritos diplomáticos entre Brasil e Argentina após críticas do presidente Milei a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.
A moeda norte-americana interrompeu parte das perdas recentes, mas ainda acumula queda de 0,80% no mês e de 6,69% no ano. Na semana, o avanço chega a 0,80%.
O principal índice da B3 também ampliou os ganhos recentes. O Ibovespa acumula alta de 1,45% na semana, 2,64% no mês e 9,58% em 2026.
O cenário internacional continuou no centro das atenções. Investidores acompanharam as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sobre a suspensão temporária dos ataques ao Irã para permitir novas tentativas de negociação. Apesar disso, o governo iraniano afirmou que não há conversas de paz em andamento entre os dois países.
A redução das tensões no Oriente Médio pressionou o mercado de petróleo. O barril do Brent caiu para a faixa de US$ 84, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) recuou para cerca de US$ 79, refletindo menor preocupação com possíveis interrupções na oferta global da commodity.
No mercado doméstico, também repercutiram os atritos diplomáticos entre Brasil e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, durante um evento político no fim de semana. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez críticas ao governo argentino e comparou o desempenho das duas economias.
Outro fator que influenciou os negócios foi a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação. O índice registrou alta de 0,06% em julho, resultado inferior às expectativas do mercado e que reforçou a percepção de desaceleração dos preços.
Os investidores também mantiveram atenção voltada à reunião do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos.

