Ex-presidente da Câmara de Laguna Carapã é nome inédito na denúncia da Gutenberg
Nome de Inácio da Silva Espíndola aparece pela primeira vez entre os acusados por fraude com livros

Ex-vereador de Laguna Carapã e atual ocupante de cargo comissionado na Casa Civil de Mato Grosso do Sul, Inácio da Silva Espíndola está entre os denunciados na Operação Gutenberg, investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a venda de livros paradidáticos a prefeituras e contratos ligados à regulação de vagas do SUS (Sistema Único de Saúde). É a primeira vez que o nome dele é citado oficialmente como membro de suposto esquema de venda de livros em prefeituras do Estado.
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Ex-vereador de Laguna Carapã e atual ocupante de cargo comissionado na Casa Civil de Mato Grosso do Sul, Inácio da Silva Espíndola foi denunciado na Operação Gutenberg, do Gaeco, que investiga suposto esquema de venda de livros paradidáticos a prefeituras e contratos ligados ao SUS. Segundo o Ministério Público, ele teria usado conta de terceiro para receber dinheiro e foi o único dos 17 denunciados a não ser alvo de mandado de prisão.
Segundo o Ministério Público, Inácio teria utilizado a conta bancária de um terceiro para receber dinheiro. A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Apesar do envolvimento, ele não foi alvo de mandado de prisão como outros 16 investigados. Foi o único dos 17 denunciados a manter a liberdade desde o início da Operação.
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A trajetória política de Inácio Espíndola em Laguna Carapã começou em 1997, quando assumiu pela primeira vez uma cadeira na Câmara Municipal. Ele voltou a se eleger vereador nos anos seguintes, até 2008, sempre pelo PSDB.
Durante a passagem pelo Legislativo municipal, presidiu a Câmara de Laguna Carapã e também integrou a União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul. Em 2012, deixou a disputa proporcional e concorreu à prefeitura do município, mas foi derrotado.
Mesmo após deixar os mandatos eletivos, permaneceu na administração pública. Atualmente, ocupa o cargo de Diretor-Geral de Superintendência e Assessoramento, comissionado, na Casa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul. Conforme consulta ao Portal da Transparência do Estado, exerce a função desde 1º de novembro de 2024.
Além da inclusão na denúncia, o nome de Inácio aparece em conversas interceptadas durante a investigação. Em um diálogo entre o ex-coordenador da regulação da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ed Carlo Britto Burgatt, e o advogado Gabriel Taquino de Paula, os dois discutem negociações envolvendo municípios do interior.
Apontados como operadores do esquema, ao tratarem de Caarapó, Gabriel afirma que havia ocorrido uma “zebra” com o secretário de Governo “por conta do Inácio”, mas acrescenta que ainda seria possível tentar avançar na negociação. O diálogo, porém, não explica qual teria sido o problema ou qual negociação estava em andamento.
A reportagem procurou a defesa de Inácio da Silva Espíndola e aguarda manifestação.


