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Capital

Criança denuncia padrasto de estuprá-la após pedir ajuda à mãe de uma amiga

Caso veio à tona na noite desta segunda-feira, quando a vítima chegou na casa da testemunha em desespero

Por Bruna Marques | 10/02/2026 16:27
Criança denuncia padrasto de estuprá-la após pedir ajuda à mãe de uma amiga
Brinquedos e paredes coloridas na Depac Cepol para atender crianças e adolescentes vítimas de violência (Foto: Arquivo Campo Grande News)

Criança de 12 anos denunciou ter sido vítima de estupro e abusos sexuais praticados pelo padrasto, 45, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, na noite desta segunda-feira (9). O caso veio à tona após a vítima pedir ajuda à mãe de uma colega da escola, que acionou a Polícia Militar.

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Uma criança de 12 anos denunciou ter sido vítima de estupro e abusos sexuais praticados pelo padrasto, de 45 anos, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. O caso foi revelado após a vítima pedir ajuda à mãe de uma colega da escola, que acionou a Polícia Militar. A menina relatou que os abusos ocorriam principalmente quando a mãe estava no trabalho, incluindo toques enquanto dormia e insinuações de natureza sexual. A vítima afirmou que a mãe tinha conhecimento dos abusos, mas era conivente com o padrasto, não tomando providências. Diante da gravidade da situação, a mãe da amiga acionou a polícia, e a criança foi encaminhada às autoridades competentes. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e será investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.

De acordo com o boletim de ocorrência, a comunicante relatou que a criança, amiga de sua filha, vinha sofrendo abusos por parte do padrasto. No ano anterior, a vítima passou a frequentar a residência da amiga, chegando a pernoitar no local em duas ocasiões. Na segunda vez em que dormiu na casa, contou em prantos que o padrasto a estuprava.

Questionada pela mulher, a vítima afirmou que o autor “mexia com ela”. Mesmo incentivada a procurar a polícia naquele momento, a menina implorou para que a denúncia não fosse feita, demonstrando medo.

No início do ano letivo de 2026, a vítima voltou a procurar a casa da amiga e, já no primeiro dia de aula, pediu para não retornar à própria residência. No período da tarde, foi espontaneamente até a casa da mãe da amiga e, chorando, pediu ajuda, afirmando que não suportava mais a convivência com o padrasto e que os abusos continuavam.

Segundo o relato, o autor a tocava enquanto dormia, a espionava durante o banho, mostrava vídeos pornográficos e fazia insinuações de que praticaria os mesmos atos com ela. Por medo, a criança afirmou que evitava tomar banho quando ficava sozinha com o padrasto em casa, chegando a ir à escola sem se higienizar.

Ainda conforme o depoimento, os abusos ocorriam durante o dia e à noite, principalmente quando a mãe estava no trabalho. Um ponto agravante informado pela vítima é que sua mãe teria pleno conhecimento dos abusos, mas seria conivente com o padrasto, não tomando qualquer providência. A criança afirmou que já contou à mãe o que sofre, mas que ela “aceita” a situação e não interfere.

Diante da gravidade dos fatos e do desespero da vítima, a mãe da amiga acionou a polícia. A criança permaneceu sob seus cuidados até o encaminhamento às autoridades competentes.

A equipe policial solicitou apoio da força tática para a realização de diligências e identificação do autor. No endereço informado pela vítima, os policiais conseguiram contato com a mãe, que informou não saber o paradeiro do esposo, afirmando que apenas ela se encontrava no local.

A polícia encaminhou a mãe e a criança à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável, e as vítimas serão levadas à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para investigação da denúncia.

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