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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/07/2011 08:36

De ponta a ponta rua 14 de Julho completa cem anos

Paula Maciulevicius

Nos seis quilômetros, aniversariante mostra que não vive só da agitação

Última quadra relembra pequenos vilarejos, no Monte Castelo, onde todo mundo se conhece. (Foto: Pedro Peralta)Última quadra relembra pequenos vilarejos, no Monte Castelo, onde todo mundo se conhece. (Foto: Pedro Peralta)
Primeira quadra nem parece ser a mesma 14 de Julho do coração comercial, ainda que tenha lojas, movimento é bem menos intenso. (Foto: Pedro Peralta)Primeira quadra nem parece ser a mesma 14 de Julho do coração comercial, ainda que tenha lojas, movimento é bem menos intenso. (Foto: Pedro Peralta)

De uma ponta a outra a centenária 14 de Julho tem em sua extensão cinco quilômetros, muitas histórias e cenários. Entre casas e comércio a via que oferece de tudo um pouco começa e termina em quadras tranquilas, pacatas que nem parecem a 14 conhecida dos campo-grandenses.

No primeiro dos cerca de 40 quarteirões, a rua começa na avenida Consolação, no bairro Santa Dorotéia e quem explica é a auxiliar de escritório Fabrícia Manzoni Picerne, 35 anos. Paranaense de nascimento, mas radicada em Campo Grande há muito tempo, ela diz que o trecho ali é mais de comércio e tem como característica, a tranquilidade.

"Daqui até a Fernando Corrêa da Costa é assim", acrescenta. Em volta, a loja de revenda de baterias e peças para automóveis está há 10 anos na região e tudo parece igual. "A maioria aqui já tinha. Esse prédio ali, aquele do lado".

Se mais para frente o movimento cresce junto com a rua, isso ela garante. "Tudo o que a gente precisa vai para lá, todas as lojas, tudo eu vou na 14. No centro a gente até esquece das outras ruas".

E não é para menos, a 14 tem em uma única rua, antiguidades que acompanharam o desenvolvimento, a praça da cidade, lojas tradicionais e uma população inteira circulando pelo coração do comércio. O centenário não é assunto tão desconhecido, quem passa por ali já sabe, a rua está de aniversário. "É por causa dos 100 anos né, eu vi mesmo", corre a informação.

Com o nome em homenagem à Revolução Francesa, data da queda da Bastilha, quando a prisão foi invadida pelo povo, em Paris, a 14 de Julho, assim como o evento que mais marcou a revolução, divulgava a democracia, igualdade e a fraternidade.

A rua que leva o nome de um dos fatos mais conhecidos da história é para o "seo" Geraldo mais que um casa, um lar. Na última quadra, em frente ao poliesportivo Dom Bosco, a 14 acaba no Monte Castelo, depois de uma longa caminhada.

"Nossa, se eu saio daqui, parece que eu não estou em Campo Grande. Para mim a cidade se resume aqui", conta o aposentado Geraldo Gimenes, 49 anos. Morador da última quadra da rua, ele não esconde que foi amor à primeira vista. "De imediato eu gostei, comprei o apartamento quando ainda estava sendo construído, porque desde o princípio é calmo, tranquilo, não tem roubo", afirma.

Distante da agitação de um grande centro, a mesma 14 das lojas e do trânsito ainda guarda uma característica de antigas vilas. "Todo mundo se conhece aqui" e só com a frase do "seo" Geraldo nem precisa dizer mais nada.

É a tranquilidade e o aconchego que fecham a rua aniversariante, como os cumprimentos de boa tarde entre os vizinhos, confirmando, ali todo mundo se conhece.

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