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Capital

Defesa de Cristhiano Luna pede absolvição ou condenação por lesão corporal

Após seis anos, julgamento acontece desde as 8h15 de hoje na 2ª Vara do Tribunal do Júri

Por Geisy Garnes e Kleber Clajus | 24/11/2017 14:48
Cristhiano Luna durante julgamento, que começou às 8h15 desta sexta-feira (24) (Foto: André Bitar)
Cristhiano Luna durante julgamento, que começou às 8h15 desta sexta-feira (24) (Foto: André Bitar)

Durante o julgamento pela morte de Jéferson Bruno Escobar, o Brunão, que acontece nesta sexta-feira (24) na 2ª Vara do Tribunal do Júri, o advogado Fábio Trad pediu a absolvição por legítima defesa ou a condenação do cliente, Cristhiano Luna de Almeida, por lesão corporal seguida de morte.

Afirmando a todo momento que o confeiteiro não tinha intenção de matar o segurança, Trad tentou convencer o júri que o julgamento tem apenas dois caminhos: a absolvição de Cristhiano por legítima defesa ou a condenação por lesão corporal seguida de morte, que tem pena de 4 a 12 anos de reclusão.

Na fase de debate, a defesa de Cristhiano exibiu o vídeo gravado pelas câmeras de segurança da boate Valley do exato momento do crime. Fazendo uma análise ponto a ponto, o advogado afirmou que o cliente não tinha como saber que Bruno estava passando mal, já que a maior parte do tempo permaneceu de costas.

“Cristhiano não estava ciente que Bruno estava passando mal. Aplicar uma pena de 14 anos se compara a uma pessoa que matou com revólver”, alegou. Trad defendeu ainda que condenar o cliente por homicídio qualificado é afirmar que ele assumiu o risco de matar e mais que isso, previu o resultado morte.

Para o júri, a defesa ainda reforçou a imperícia dos seguranças da boate, que fizeram massagem cardíaca em Bruno, que estava com uma fratura na costela. Se a tese de legítima defesa for aceita, o confeiteiro pode sair com o alvará de soltura ainda nesta sexta-feira.

Em contraponto, o assistente de acusação, Rodrigo Alcântara, contratado pela família de Brunão, afirmou que não tem dúvidas sobre a condenação de 1 a 3 anos por injúria racial e de 12 a 30 anos por homicídio qualificado. 

Defesa afirma estar convicta que o caso foi legítima defesa (Foto: André Bittar)
Defesa afirma estar convicta que o caso foi legítima defesa (Foto: André Bittar)

Depoimento - “Eu tinha ido neste bar com meu primo. Me excedi no álcool e fiz uma brincadeira infeliz com um garçom. Bati duas vezes nas nádegas dele. Na primeira vez, o Bruno me alertou e pediu para que eu saísse. Não fui embora porque queria continuar dançando. Já na segunda vez, fui tirado para fora e jogado no chão da calçada”, relatou o confeiteiro durante depoimento.

Ele contou ainda que Bruno e outros seguranças foram para cima dele. “Levei chutes na cabeça e esperneei. O chute pode ter atingido o peito dele. Em todo o momento, as imagens me mostram tentando ir embora, mas os seguranças me puxavam de volta”. O confeiteiro relembra que na casa noturna consumiu vários copos de chope e meia garrafa de vodca. Sobre a morte, Cristhiano afirma: “Não sou responsável”.

Prisão - Meses após o crime, o acusado ganhou o direito de aguardar julgamento pelo assassinato em liberdade. Mas para ficar longe de um presídio teria que cumprir uma série de normas, como uma delas não sair à noite. Em julho deste ano, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, decretou a prisão preventiva dele, após Cristhiano ser fotografado bebendo em um restaurante da cidade.

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