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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

29/08/2017 20:40

Defesa de presos em operação no Detran entra com habeas corpus no TJ

Nyelder Rodrigues

A defesa de dois presos na operação Antivírus, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nesta terça-feira (29) em Campo Grande, tendo alvo o Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), entrou no começo desta noite com pedidos de habeas corpus.

Os dois são Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DigitoBrasil, Claudinei Martins Rômulo, secretário da empresa. Ambos estão presos temporariamente e são defendidos pelo advogado Ronaldo Franco.

"Essa prisão é um absurdo, não tem fundamento algum. Eles não tem relação com o Detran, não tem contrato, nada. Inclusive, a relação que o Gaeco alega que há entre o Jonas com o Ary Rigo, é um absurdo. O Rigo é tio da ex-mulher do Jonas, a qual tem um filho dele. Jonas e Rigo se conhecem há quase 40 anos", argumenta Franco.

Operação - Pelo menos 20 endereços foram visitados pela equipe da Gaeco nesta terça, sendo que oito empresas são investigadas no Estado por possível participação em crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Nove mandados de preventiva e três mandados de prisão temporária foram cumpridos, além de 29 mandados de busca e apreensão. Mais de R$ 95 mil em dinheiro foram apreendidos. A investigação, segundo o MPE ((Ministério Público Estadual), começou em 2015. Não foram informados o valor dos contratos sob apuração.

O ex-deputado estadual Ary Rigo, Jonas e Claudinei Mastins, foram presos temporariamente e são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, além de participar de organização criminosa.

Já os presos preventivamente foram o diretor-presidente do Detran, Gerson Claro Dino, o diretor-adjunto Donizete Aparecido da Silva, o chefe de departamento Erico Mendonça, o diretor administrativo e financeiro, Celso de Oliveira, e o diretor de Tecnologia, Gerson Tomi. A situação fez com que o Governo determinasse rigorosa apuração dos fatos.

Também foram presos em medida preventiva José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática, além de Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Sefaz (Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul).




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