Chuvas abaixo da média marcam primeira quinzena de março no Estado
Maiores acumulados, entre 90 e 180 milímetros, foram registrados em municípios da região Norte
A primeira quinzena de março de 2026 foi marcada por chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul, com volumes abaixo da média na maior parte do Estado. Os dados são do (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), divulgados nesta terça-feira (17).
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De acordo com a análise, os maiores acumulados de chuva, entre 90 e 180 milímetros, foram registrados em municípios da região norte do Estado. Em contrapartida, as regiões Pantaneira e sudeste/leste tiveram baixos volumes de precipitação, variando entre 0 e 30 milímetros nos primeiros 15 dias do mês.
Levantamento com base em dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e Embrapa Agropecuária Oeste mostra que poucos municípios superaram a média histórica para o período. É o caso de São Gabriel do Oeste, que registrou 224 mm, cerca de 52% acima do esperado. O município de Aquidauana, com 149,2 mm de chuva, registrou 19% acima do esperado. Já cidades como Cassilândia e Maracaju ficaram abaixo da média.
Pela média histórica, eram esperados 126,1 milímetros de chuva em Nova Andradina, a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande. No entanto, o município registrou apenas 9,2 milímetros no período, o que representa 93% a menos do que o esperado. Outro município da mesma região que se destacou negativamente, foi Ivinhema, com 90% a menos do que o esperado.
Em Campo Grande, o cenário também é de déficit hídrico. O maior volume registrado foi de 111,2 mm, no pluviômetro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), valor 26% abaixo da média histórica para o período, que é de 149,6 mm.
Outros pontos de medição na Capital indicaram acumulados ainda menores, como 90,1 mm na estação da universidade 62,8 mm na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Aparecida Gonçalves Saraiva, 61,6 mm no Inmet/Embrapa e 53,6 mm na região da Vila Santa Luzia, todos abaixo da média esperada.
Segundo o instituto, a média histórica utilizada como referência considera a série climatológica entre 1981 e 2010. A tendência observada na primeira metade de março reforça o padrão de chuvas mal distribuídas no Estado, com concentração em áreas específicas e baixos índices em outras regiões.
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