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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

02/12/2010 17:19

Moradores e comércio aguardam por liberação da Ceará no sábado

Jorge Almoas

Rotina voltará ao normal depois de sábado

Operários realizam retoques para liberar Ceará (João Garrigó)Operários realizam retoques para liberar Ceará (João Garrigó)

A vida ia tranquila em dezembro de 2009. Naquele clima que antecede o Ano Novo, repleto de planos e mesas fartas, a rotina começou a desmoronar literalmente. Um buraco se abriu na Avenida Ceará e transformou a vida de milhares de pessoas que circulavam pela via todos os dias.

Quase um ano depois do início do tormento, a avenida está pronta para ser liberada no próximo sábado e o clima para quem depende da Ceará é de expectativa. O Campo Grande News conversou com moradores e trabalhadores que aguardam a volta da rotina.

Moradora há três anos do Condomínio Cachoeirinha, um dos mais afetados com as obras na Avenida Ceará e na Rua Ricardo Brandão, a acadêmica de Medicina Veterinária Juliana Rozin Barbosa, de 17 anos, acompanhou toda a “vida” do buraco.

“Estava em casa naquele dia quando choveu e destruiu tudo. Da janela do meu apartamento, eu vi a Ricardo Brandão virar um rio. Nem um minuto depois, a quadra do meu condomínio tinha caído”, relata Juliana.

A estudante aguarda ansiosa a reabertura da Avenida Ceará por dois motivos. “O trânsito na 15 de Novembro ficou muito difícil, porque tudo ficou fechado, e o tumulto era grande. E essas máquinas fazem muito barulho. Espero poder descansar sem o barulho, só o da avenida que vai voltar a funciona”, disse.

Mesmo quem não mora em Campo Grande sofreu durante o período em que a Ceará ficou interditada. O jornalista Francisco Ortega, de Sidrolândia, conta o que vai melhorar com a reabertura do local. “Ir ao shopping ficou mais difícil. Agora o asfalto está novo, está bonito. Vai ser uma beleza”, comenta Francisco.

Trabalhando há 11 anos em uma universidade próxima a Ceará, a auxiliar de serviços gerais Silvana Sena, de 42 anos, tinha que colocar o pé na estrada depois que o buraco passou a dominar o cenário na via.

“Estava acostumada a descer do meu ônibus na frente do trabalho. Agora preciso dar uma volta enorme, fora o tempo que gasto a mais, tenho que levantar mais cedo. Não vejo a hora de liberar e tudo ficar como antes”, aguarda Silvana.

(João Garrigó)(João Garrigó)

Comércio - Além da rotina de moradores e estudantes, a interdição da Ceará prejudicou alguns comerciantes da região, com queda do movimento e conseqüente diminuição nas vendas.

“Graças a Deus! Não via a hora de liberarem a Ceará”, comemora Marly Sandim, vendedora de uma concessionária de motos. “Além do transtorno para chegar ao trabalho, o movimento da loja caiu”, acrescenta a vendedora.

“Tivemos que investir em divulgação para não fechar as portas. O bom é que nesse Natal o presente vai ser a avenida liberada”, disse Marly. Mesma opinião tem a atendente de uma loja de embalagens Kelly Silva, de 29 anos.

Apesar de não utilizar a Ceará no trecho interditado, ela anseia pela liberação da avenida. “Muitos clientes reclamam da volta que precisam dar para chegar a loja. Como o comércio funciona há cinco anos, não sofremos muito. A rotina é boa quando volta para deixar a gente mais confortável”, finaliza Kelly.

A previsão de inauguração da Ceará é neste sábado. Nesta sexta-feira (3), a Avenida Mato Grosso deve ser liberada para o tráfego.

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