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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/12/2011 15:14

Devagar quase parando, movimento na cidade é o mesmo do centro ao bairro

Paula Maciulevicius

Vias que antes estavam pra lá de abarrotadas seguem com fluxo de poucos, ou nenhum carro. (Foto: João Garrigó)Vias que antes estavam pra lá de abarrotadas seguem com fluxo de poucos, ou nenhum carro. (Foto: João Garrigó)

Devagar quase parando é a frase que define o movimento pelas ruas da cidade. Do centro ao bairro de Campo Grande a paradeira é tanta que é difícil achar alguém quem esteja fazendo planos ou em alguma atividade.

O Campo Grande News percorreu do centro às Moreninhas e também a região da Vila Carvalho. Na avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das mais movimentadas da Capital, o passar de gente era tão pouco que o taxista André Luís Delarole, 43 anos, estava quase cochilando.

“Está morto, muita gente viajando, passou o Natal só vai normalizar depois do Ano Novo. Quando tem vaga no centro para estacionar, pode saber é porque está tudo parado”, diz.

A paradeira atinge o bolso e, se não houver programação, é o prejuízo que vai bater à porta. “Tem que programar e encaixar, porque do dia 26 para frente é assim”, completa.

De tão parado que está, corrida é só nos sonhos de quem quase cochila no centro da cidade. (Foto: João Garrigó)De tão parado que está, corrida é só nos sonhos de quem quase cochila no centro da cidade. (Foto: João Garrigó)

Na rua Barueri, nem parecia que o Campo Grande News estava nas Moreninhas. Movimento calmo, tranquilo, era possível atravessar a rua de imediato. Nem mesmo o calor foi suficiente para trazer clientes a uma sorveteria.

“Está bem tranquilo, mesmo estando muito quente”, comenta o comerciante Jean Ferreira, 25 anos.

Mas aí o Campo Grande News insiste, com esse calorão cadê os clientes? Ele responde “devem estar viajando”. E quem ficou pela cidade simplesmente se esconde, provavelmente atrás de um ar condicionado.

“E eu preciso é aproveitar agora, porque lá pelo meio do ano vem o frio, daí fica difícil”, acrescenta.

Não era só a sorveteria que estava vazia não. Um freezer também. Os sorvetes acabaram e nem foram repostos porque não adianta. “Não compensa ficar ligado, só vai gastar energia”, ressalta Jean.

Ele até estranhou o movimento e não é para menos. Com mais de 35 graus sorveteria das Moreninhas estava vazia. (Foto: João Garrigó)Ele até estranhou o movimento e não é para menos. Com mais de 35 graus sorveteria das Moreninhas estava vazia. (Foto: João Garrigó)

E enquanto a entrevista acontecia, eis que um cliente tímido chega. Leandro Barros, 28 anos, trabalha como auxiliar administrativo, mas está de férias. Não vai viajar, porque o restante da família não tem a mesma sorte da folga.

“Eu até estranhei o fato da sorveteria estar vazia , sem movimento, acho que é folga do pessoal né?”, tenta explicar.

Devagar quase parando estava também a região da Vila Carvalho. Bom mesmo só para bater uma bolinha. De férias e sem viagem à vista, os estudantes se divertem como podem, em uma quadra bem improvisada.

“A rua está tranquila, mas eu posso falar uma coisa? A prefeitura tinha que fazer uma praça aqui pra gente”, diz Marcelo Veloso, 15 anos.

No Jardim América, a rua Tatuí, que o nome pode até não soar tão familiar, a tranquilidade espantava os vizinhos. A via dá acesso aos motoristas da Via Morena até a avenida das Bandeiras.

“Nossa diminuiu muito aqui o fluxo de trânsito, ficava tudo congestionado desde lá da Via Morena”, fala a secretária Cristina Ishikawa, 43 anos.

O mesmo diz a comerciante Arielly Zaparoli, 24 anos. Às quatro e meia da tarde lá estava ela fechando as portas da loja de acessórios. Justamente por conta do baixo movimento. “Antes eu fechava 18h, 18h30, agora nem adianta”, fala.

Aquele era o exemplo perfeito de poder até deitar na rua “antes você até ficava esperando para atravessar, agora... Se dá para deitar? É bem por aí mesmo”, brinca.

Em pracinha na Via Morena, criançada aproveita a paradeira pra bater uma bolinha. (Foto: João Garrigó)Em pracinha na Via Morena, criançada aproveita a paradeira pra bater uma bolinha. (Foto: João Garrigó)


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