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Capital

Dez dias após início do decreto e ainda há lojas com portas abertas nos bairros

Desde o último dia 21, Prefeitura de Campo Grande permite apenas o funcionamento de serviços considerados essenciais

Por Maressa Mendonça, Clayton Neves, Lucas Mamédio e Marta Ferreira | 31/03/2020 13:32
Loja de confecções aberta no bairro Estrela Dalva (Foto: Henrique Kawaminami)
Loja de confecções aberta no bairro Estrela Dalva (Foto: Henrique Kawaminami)


Dez dias após o início da suspensão dos atendimentos no comércio de Campo Grande, conforme decreto municipal, e ainda é possível encontrar alguns estabelecimentos com as portas abertas, especialmente nos bairros. Na maioria deles, os proprietários afirmam que estão realizando apenas serviços administrativos.

Na Rua Senhor do Bonfim, a principal do bairro Estrela Dalva, a reportagem do Campo Grande News encontrou ao menos cinco estabelecimentos abertos: dois salões de beleza, uma loja de móveis, outra de impressão e fotocópias e mais uma de venda de roupas e calçados.

Os estabelecimentos que poderiam estar funcionando, como lanchonetes, restaurantes e conveniências, estavam com as portas fechadas. Não fosse por estas lojas ficaria difícil perceber que há uma orientação de isolamento social para prevenção do coronavírus. Isto porque, além das lojas abertas, tinha gente sentada na calçada e movimentação acentuada de veículos.

Salão de beleza com a porta aberta em meio à pandemia de coronavírus (Foto: Henrique Kawaminami)
Salão de beleza com a porta aberta em meio à pandemia de coronavírus (Foto: Henrique Kawaminami)


Na Avenida Bandeirantes  também foram encontrados alguns comércios não listados na lista de essenciais com as portas abertas. Dentre eles, quatro concessionárias de carros seminovos e usados e uma loja de fotocópia.

A reportagem do Campo Grande News conversou com um dos proprietários de uma concessionária. Ele não quis informar o nome, mas respondeu que não estava atendendo ninguém e sim resolvendo problemas administrativos.

Segundo ele, por ser fim de mês é necessário realizar a autorização dos pagamentos e por esse motivo a concessionária estava parcialmente aberta. O proprietário estava acompanhado de apenas um funcionário em um escritório dentro do pátio da garagem e reforça que não compensa abrir o estabelecimento “porque não há clientes”.

A mesma explicação foi dada pelo proprietário da loja de fotocópias que também não quis ter a identidade divulgada. Apontando para o freezer desligado e para uma das portas ainda fechada ele alega não ter atendido ninguém. “Até porque não tem fluxo de pessoas na rua”, diz.Ele também disse ter ido ao local apenas para resolver questões internas.

Fiscalização - Desde a publicação do decreto, que passou a vigorar no dia 21 de março,  com a suspensão dos atendimentos no comércio de Campo Grande até esta terça-feira (31), os fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) vistoriaram 1059 realizando orientações.

Em 393 do total de estabelecimentos visitados, os proprietários foram orientados a encerrar o funcionamento porque  não poderiam funcionar. Outros 5 foram notificados porque estavam funcionando sem o alvará de localização e funcionamento.