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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

20/07/2018 11:48

Dezoito anos depois, réu é absolvido de assassinato por falta de provas

Como não foi localizado, o julgamento ocorreu sem a presença do réu, na manhã desta sexta-feira

Danielle Valentim e Geisy Garnes
Júri popular conduzido pelo juiz Mário José Esbalqueiro, que substitui o Carlos Garcete, ocorreu sem presença do réu. (Foto: Geisy Garnes)Júri popular conduzido pelo juiz Mário José Esbalqueiro, que substitui o Carlos Garcete, ocorreu sem presença do réu. (Foto: Geisy Garnes)

Por maioria dos votos, o conselho de sentença absolveu Josemar Jose de Arruda, acusado de assassinar a tiros o cunhado, identificado como Valdenilson da Silva, em julho de 2000. O julgamento aconteceu na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, sem a presença do ré.

Josemar foi acusado de matar a tiros o cunhado, na Chácara do Rui, no Jardim Colorado, saída para Sidrolândia, em Campo Grande, na manhã do dia 30 de julho de 2000. Ele teria matado Valdenislon para defender a irmã Josemara Ap. Arruda, que já faleceu.

Para o Ministério Público, o motivo do crime seria torpe, por ter sido cometido por vingança. O recurso utilizado para o crime dificultou a defesa da vítima, pois Valdenilson estaria sentado de costas e desarmado, quando foi baleado. Por essa razão, o MPE acusou os irmãos de homicídio doloso qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do concurso de concurso de pessoas.

No entanto, a defesa pediu a absolvição por falta de provas, por crime privilegiado ou que as qualificadoras foram retiradas.

Nesta manhã, por maioria dos votos do Conselho de Sentença, Josemar foi absolvido por falta de provas. O julgamento foi conduzido pelo juiz Mário José Esbalqueiro, que substitui o Carlos Garcete.

Arquivado - Em 2003, o processo foi arquivado provisariomente, aguardando captura dos réus que estavam foragidos. No ano de 2014, o acusado J.J. de A. foi capturado e o processo reativado. No mesmo ano, foi declarada extinta a punibilidade da acusada Josemara, em razão de seu falecimento.

Em maio de 2015, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida impronunciou o acusado, diante da falta de indícios razoáveis que autorizem determinar que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Houve recurso e o Tribunal de Justiça reformou a sentença de impronúncia, determinando que o acusado seja submetido à júri popular.

No último dia 18 de julho de 2018, o oficial de Justiça procurou o acusado em Campo Verde (MT), onde ele estaria trabalhando em uma fazenda. No local, o oficial foi informado de que não se recordava de ter empregado alguém com o nome. Como ele não foi localizado, o júri popular ocorreu na manhã desta sexta.

Caso - Josemara, Valdenilson e as filhas tinham se mudado para a chácara há dois meses por motivo de trabalho. Na noite anterior ao crime, o homem e a esposa se agrediram após discussão e Josemara saiu de casa levando as filhas, ameaçando a vítima de morte. No dia seguinte, os irmãos foram até a chácara iniciaram uma discussão com a vítima que, na sequência, foi baleada com 2 tiros. Josemara foi processada por ter instigado o irmão a matar Valdenilson.



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