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"Dia D" da Black Friday nem chegou e Procon já recebe denúncia; veja o que fazer

Promoção "metade do dobro", venda casada e golpes na Internet são principais reclamações na data promocional

Por Silvia Frias | 25/11/2020 16:29
Ângela já garantiu celular na promoção, mas depois de pesquisa que começou em outubro (Foto/Arquivo pessoal)
Ângela já garantiu celular na promoção, mas depois de pesquisa que começou em outubro (Foto/Arquivo pessoal)

“Estou pesquisando desde outubro, se vier ‘promoção’ e falar que é Black Friday, eu sei que é mentira”. A cozinheira Ângela Cristina Pinheiro, 36 anos, adota estratégia que todo ano é recomendada pelo Procon para evitar dissabores durante a data promocional que antecede o Natal.

As reclamações aliás, já começaram a chegar ao Procon, mesmo antes do “Dia D” da Black Friday, previsto para esta sexta-feira (27), data que deve movimentar cerca de R$ 200 milhões em Mato Grosso do Sul. Os consumidores denunciam, principalmente, a promoção “metade do dobro”.

O superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, disse que este tipo de promoção enganosa é reclamação constante de quem busca produto em lojas físicas e pela Internet às vésperas da Black Friday. Salomão não repassou a quantidade de denúncias, mas diz que já começaram a chegar este mês, por conta semana que antecede o "Dia D" da Black Friday.

Ângela já tem experiência de compra na data. No ano passado, começou a pesquisa com antecedência e achou TV smart, 32 polegadas, por R$ 999 depois de ir às lojas e olhar os sites de compra que reúnem preços de várias empresas. Este ano, está de olho em TV de 50 polegadas, mas o valor ainda não está atrativo. O tablet para o filho, só baixou de R$ 2 a R$ 3 até agora.

A cozinheira já garantiu, pelo menos, o celular novo, que estava de olho desde outubro, mas custava R$ 1,7 mil. Agora, conseguiu comprar por R$ 1.290,00 em 10 parcelas sem juros e retirou na loja, se livrando do frete. “Aproveito a Black para comprar coisas que normalmente são mais caras, que tenha entrega em curto prazo ou que eu possa retirar na loja”, disse. Ela também costuma acessar sites de empresas conhecidas.

Duanne já comprou TV na Black Friday ano passado (Foto/Arquivo pessoal)
Duanne já comprou TV na Black Friday ano passado (Foto/Arquivo pessoal)

Pegadinhas – Marcelo Salomão diz que é preciso estar atento a alguns problemas que são diferenciados, quando a compra é feita em loja física ou pela Internet. No ano passado, a Black Friday registrou 144 autuações de empresas em Campo Grande, por conta de diversas irregularidades nas negociações.

Na compra presencial, o superintendente alerta que o consumidor tem direito a troca de produto, mesmo que tenha sido adquirido na promoção e com ciência de algum dano aparente. “Pessoa comprou máquina de lavar com algum amassado, chegou em casa e teve defeito, a empresa tem que trocar”.

Salomão também cita outros dois problemas recorrentes: o não cumprimento da oferta, em que o panfleto tem o preço e, na loja, produto está sendo vendido por outro e a venda casada, em que o vendedor tenta empurrar produto agregado.

Nas compras online, que representam 60% das negociações na Black Friday, os consumidores reclamam do atraso na entrega ou de nunca receberem a encomenda. Para isso, a recomendação é ter alguns cuidados com os sites de compra.

O consumidor deve verificar se o site tem cadeado, o que indica que os dados inseridos na página estão protegidos. “Printe todas as telas, todas as etapas, porque está dando informações privilegiadas do seu cartão”. Salomão também diz que o cliente deve prestar atenção no preço final, que inclui frete.

Nas ruas, Black Friday já começou a movimentar vendas em Campo Grande (Foto: Silas Lima)
Nas ruas, Black Friday já começou a movimentar vendas em Campo Grande (Foto: Silas Lima)

Foi a desconfiança que salvou a decoradora de festas, Duanne Moreira, 34 anos, de cair em golpe. Ao pesquisar preço de impressora de foto, encontrou valor baixo em Stories no Instagram e foi redirecionada para site patrocinado. “Tinha que preencher uns dados, achei estranho”. Ela procurou o site da empresa e entrou no Reclama Aqui, onde consumidores relatam problemas na compra. “Era golpe”.

Em anos anteriores, Duanne conseguiu comprar caixa de som, liquidificar e TV na Black Friday, depois de muits pesquisa, que incluiu olhar preços em lojas físicas de online. Agora, está à procura de batedeira. “Já achei uma mais barata, mas, ainda estou pesquisando”.

Horário – O Procon não terá expediente quinta e sexta, por conta de trabalho de desinfecção no prédio. Marcelo Salomão diz que unidade móvel estará na Rua Barão do Rio Branco para atender os consumidores, além de equipes volantes. O site também tem campo para abrir reclamação e o “Fale Conosco”.

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