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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

17/01/2014 09:34

Dois “piscinões” podem acabar com alagamentos na região do Prosa

Edivaldo Bitencourt e Kleber Clajus
Queda de muro no Prosa ameaça passarela de pedestres e pista da Fernando Correa da Costa. Chuva forte há cerca de 12 dias teria causados os estragos (Foto: Marcos Ermínio)Queda de muro no Prosa ameaça passarela de pedestres e pista da Fernando Correa da Costa. Chuva forte há cerca de 12 dias teria causados os estragos (Foto: Marcos Ermínio)

Estudo realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande aponta que somente a construção de dois “piscinões”, como são chamadas as bacias para contenção de água da chuva, pode acabar com os transbordamentos do Córrego Prosa e os alagamentos nas avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ricardo Brandão. Nesta semana, parte das margens do córrego desmoronou e ameaça a passarela e parte da via no cruzamento com a Rua José Antônio.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, o primeiro piscinão deverá ser construído na região próxima da Rua Joaquim Murtinho. Uma das possibilidades é desapropriar a área da Polícia do Exército, ponto indicado como ideal pelos técnicos contratados pelo município.

O outro ponto de retenção será na região do Shopping Campo Grande, que já conta com um piscinão com capacidade para 1,2 milhão de litros. O ideal é próximo do Novotel, onde a prefeitura já conta com uma área disponível para a construção da bacia de contenção das águas pluviais.

O estudo ainda indicou uma terceira alternativa, que é elevar em 1,5 metro a altura da barragem de contenção dentro do Parque das Nações Indígenas.

Terreno do Exército, próximo a Joaquim Murtinho, é indicado por técnicos e pode ser desapropriado para auxiliar na redução de alagamentos do Prosa (Foto: Marcos Ermínio)Terreno do Exército, próximo a Joaquim Murtinho, é indicado por técnicos e pode ser desapropriado para auxiliar na redução de alagamentos do Prosa (Foto: Marcos Ermínio)

José Antônio - A queda de parte da lateral do muro de contenção do Córrego Prosa, no cruzamento da Rua José Antônio com a Avenida Fernando Correa da Costa, preocupa quem trabalha no entorno da área que ameaça cair a qualquer momento. A passarela de pedestres está cedendo e apresenta rachaduras em alguns pontos, 15 centímetros de distância do asfalto das vias. Árvores nas margens também perderam a sustentação.

De acordo com o empresário José Laureano Ribeiro, o risco no local é iminente e o trecho deveria ser sinalizado, mas até agora nenhuma equipe da Prefeitura foi vista no local.

“O problema ocorreu a mais ou menos 12 dias e a Prefeitura deveria interditar o local para a passagem de pedestres que correm o risco de cair no córrego. Se vier outra chuva forte, creio que vai levar o que sobrou da estrutura da mureta de contenção”, analisa José Laureano.

Como o desbarrancamento é mais visível no sentido Centro-bairro, o alinhador Adenilson Vicente só ficou sabendo da situação por funcionários de uma conveniência da região.

“Não tinha visto nada semelhante. A preocupação maior é pelo risco de cair e já ouvi clientes que passam de carro dizendo que evitam a margem do córrego para que não aconteça uma coisa pior”, relata Adenilson.

Adenilson conta que motoristas já estão evitando andar na pista próxima a margem do Prosa com receio de coisa pior (Foto: Marcos Ermínio)Adenilson conta que motoristas já estão evitando andar na pista próxima a margem do Prosa com receio de "coisa pior" (Foto: Marcos Ermínio)
Passarela de pedestres apresenta risco iminente de ceder, caso haja nova chuva forte (Foto: Marcos Ermínio)Passarela de pedestres apresenta risco iminente de ceder, caso haja nova chuva forte (Foto: Marcos Ermínio)

Solução - As obras para conter o solapamento das margens da Avenida Fernando Corrêa da Costa e da passarela na Rua José Antônio só vão ter início na próxima semana, após a aquisição dos materiais para reconstrução do gabião.

Segundo Ferraz, o trecho será sinalizado, mas a interdição só deverá ocorrer com o início das obras. Ele descarta risco da erosão ser ampliada no fim de semana e destruir a ponte, a passarela ou parte da via. “Na (Rua) Bahia, ficou um ano e não foi destruída”, comentou.

A Secretaria de Infraestrutura aguarda a liberação de R$ 15 milhões pelo Governo federal para iniciar as obras de drenagem na região da Rua Rodolpho José Pinho, no Jardim Bela Vista, para acabar com os alagamentos na região do Bairro Itanhangá Park. No local, o Córrego Vendas transborda e alaga as ruas Chaad Scaff, Bahia e Joaquim Murtinho.

Prosa e Vendas transbordaram e comprometeram cruzamento no sábado passado (Foto: Filipe Prado)Prosa e Vendas transbordaram e comprometeram cruzamento no sábado passado (Foto: Filipe Prado)


Falou tudo Ronye Matos
 
mateus matarazo em 17/01/2014 18:12:21
Continuo vendo a falta de inteligencia em muitos comentários, não estou defendendo o Bernal aqui, mais os problemas que vemos com as chuvas não são de hoje, continuamos vendo os reflexos do que foi mal feito na gestão passada, pra nossa amiga Mairse Costa, nada mudou não é culpa do atual prefeito, foram as falhas da administração passada que continuam aparecendo.
Vamo acorda gente!
 
Junior Ferreira em 17/01/2014 16:25:49
Engraçado, mas ninguém se lembra o que aconteceu no Shopping Campo Grande e redondeza, INCLUSIVE vale ressaltar, que no dia da inauguração de uma das vias "veio a chuva forte e a derrubou" logo, serviço não foi de qualidade e por sua vez refizeram e mais dinheiro se foi. A "mudança" não é da noite para o dia, mas também não leva 1 ano, o que é uma vergonha. Apesar que acredito que no ano anterior a eleição para prefeito muitas coisas irão ser feitas, como de costume, como diria o ditado "afinal é brasileiro e deixa para ultima hora"
 
Rafael Souza em 17/01/2014 16:05:01
Pessoal, não sou engenheiro, mais creio que qualquer idiota consegue enxergar as causas dos alagamentos. Basta andar pelas laterais dos córregos que em alguns pontos há o estreitamento do canal, causando assim o enforcamento e obras paliativas que não findam nunca (só pra levar dinheiro).
O que falta mesmo é vontade política de se fazer a coisa séria e empregar o dinheiro público de maneira eficiente de modo que os problemas da cidade seja solucionado definitivamente.
Há anos a cidade cresceu, e o problemas não foram bem administrado, cada vez mais esta situação vai piorar. As águas do Parque dos poderes, região do Parque Sóter etc descem tudo para o centro, em poucos minutos o piscinão enche e o deságue continua na mesma quantidade e por ai vai, não preciso falar mais....
 
Regisnaldo Marin em 17/01/2014 16:00:42
Chega de molecagem com Campo Grande e com o nosso dinheiro. Não bastassem as "obras" mal feitas, verdadeiros estupros com a mãe natureza, os remendos irresponsáveis que só beneficiaram as empreiteiras políticas, agora e também despreparados gestores, fazendo de conta que vão resolver o caos instalado. A Polícia Federal deve agir tb nesta roubalheira, não só de R$s, como tb de vidas, haja vistas, que os órgãos que deveriam coibir estes desmandos continuam ausentes.
 
Oswaldo Rodrigues em 17/01/2014 15:41:01
Se não me engano, essas inundações na região do Shopping e consequentemente ali na Joaquim Murtinho, se agravaram depois que a Construtora "Plaenge" começou a construir torres nas regiões da bacia do prosa. Por exemplo, ali em frente ao Shopping Campo Grande, na Av. Afonso Pena, era uma grande área de preservação ambiental, que servia justamente como um piscinão! Resumindo, estamos como sempre, pagando o preço pela ineficiência política, onde os interesses particulares se sobrepõe aos da coletividade.
 
Ronye Mattos em 17/01/2014 14:42:31
Não adiantou nada na gestão anterior... Morreu gente e continuou a mesma coisa e as mudanças, convenhamos... bem meia boca... quem sabe agora não resolvem isso antes que mais gente morra?
 
Jucilene Saraiba em 17/01/2014 13:41:15
Não queriam mudança? mudou! piorou!
 
Marise Costa em 17/01/2014 13:32:11
Então sobe a barragem do parque, mas antes faça um desassoreamento do lago e das contenções, porque está tudo entupido,,,,,
 
Odracir José em 17/01/2014 13:24:09
Minha gente tudo que esta acontecendo em campo grande a respeito desses alagamentos já vem ha mais ou menos 8 anos atras, sabe na real o que aconteceu aqueles bairro sem asfalto a 8 anos a traz vai andar nesses bairros e vê o quanto que foi gasto para asfaltar e esquecerão de fazer a drenagem, muitos não tem nem bueiros ou guando tem a muitos kilometro de distancia.
Cada vez que mexe nesse córrego fedi mais ainda. Vamos pegar e ver quanto foi gasto em 2011 para 2012 só nesse pedacinho av: ceara ate na rua Jose antônio, vamos ver quantos empresas passou e estava trabalhando ali nessa região e quantos milhões foram gastos.
Acredito que esta obra acabou no final de 2012 para começo de 2013 mais ja estava tudo pago.
 
jose soua em 17/01/2014 13:05:05
... ai se alguem ficar doente com gripe ou algum tipo de doença infectocontagiosa por conta da agua ja sabe onde vende remedios genéricos com 50% de desconto...........( placa )
 
Danilo Antonio em 17/01/2014 12:15:30
Até que enfim que começam a pensar em usar esta área do exercito para fazer piscinão. Já sugerei isso anos atras a um dos engenheiros que fizeram o projeto no corrego Soter.
Infelizmente, quanto mais a população coloca piso nos quintais e monta varandas com telhados, quanto mais tera necessidade de ter capacidade de retenção de água nas bacias.
Considerando a estatistica, TODAS as obras de engenharia deveriam ser pensados com intensidade de chuva de 88mm/hr como realidade. Só assim que dá para evitar desastres.
Agora que esta obra ia desmoronar era previsivel, pois foi executada em epoca de chuva, sem ter como fazer bem feito a fundação. Sem falar que este tipo de obra deve ser feito com ancoragem extenso, não do jeito que foi feito...
 
Marcos da Silva em 17/01/2014 12:03:31
Interessante é que dinheiro para contratar agência de publicidade tem. Já para executar reparos emergenciais, onde tem vidas em risco, dá pra esperar... Que lógica perversa é esta? Cadê a fiscalização! MPE? Tá de férias??
 
Leandro Moura em 17/01/2014 11:45:20
Reservatório com 1,2 milhões de litros? Não faz nem cócegas ali na região do Shopping... em 5 minutos tá cheio... Então quando chover 20 minutos (igual está acontecendo com frequencia cada vez maior) vai transbordar tudo de novo.
 
Leandro Moura em 17/01/2014 11:42:57
Só depois que morrer um ai quem sabe vão fazer alguma coisa. MPE cadê ocês.
 
jose carlos em 17/01/2014 10:52:42
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