A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

31/08/2011 18:25

Dores reumáticas afetam jovens, o mito do mal da idade ficou para trás

Paula Maciulevicius

Jornada Brasileira aborda tema e segue até sábado com programação

Presidente da Jornada Centro Oeste explica que a presença de jovens no consultório desmistifica doença como de mais velhos. (Foto: João Garrigó)Presidente da Jornada Centro Oeste explica que a presença de jovens no consultório desmistifica doença como de mais velhos. (Foto: João Garrigó)

Dores nas articulações, joelhos, costas e mãos, um sintoma que não tem mais escolhido idade. As doenças reumáticas deixaram de ser privilégio dos mais velhos e tem aumentado o número de incidência em pacientes jovens. Sobre o assunto começou hoje e vai até dia 3 de setembro, a XXI Jornada Brasileira de Reumatologia - 18ª edição no Centro-Oeste e a primeira na Capital.

Durante três dias devem passar pelo Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, mais de 800 profissionais de todo país. Uma troca de experiências, conhecimento e atualização para levar até os pacientes uma equalização no diagnóstico e tratamento.

Como principal sintoma de mais de 200 doenças que se enquadram no reumatismo, a dor pode estar relacionada ao modo de vida, ritmo de trabalho e também a alimentação, elas podem ser ainda infecciosas, degenerativas e imuno-genéticas.

O médico reumatologista e presidente da Jornada Centro-Oeste, Izaías Pereira da Costa explica que as degenerativas estão ligadas ao grupo social.

“Depende muito do meio, vamos colocar um trabalhador rural que passou a vida submetida de sol a sol com serviço braçal, ele vai ter lesões muito mais cedo do que alguém que trabalhe em escritório, por exemplo,” diz.

Izaías Pereira ainda ressalta que podem ter casos imuno-genéticos, mas que o ambiente tem um peso fundamental. “Ficar sentado muitas horas na mesma posição errada sobrecarrega o tendão, ombros, braços. Isso também é marcante”, comenta.

O carro chefe da Jornada é “Infecção e Auto-Imunidade” vai estudar como as doenças infecciosas afetam a imunidade e até confundem o diagnóstico. “Às vezes leishmaniose, hepatite C, HIV são tratadas como se fossem reumatismos porque se confundem no diagnóstico”, fala.

A Jornada traz de inovação novos mecanismos para diagnosticar o lúpus e a artrite reumática. “O que tem de novo, o que saiu na medicina, a jornada é para isso, trazer para o estudo vários assuntos”, exemplificou Izaías.

A especialidade é considerada “nova” na Capital, começou a formar reumatologistas há 9 noves, pelo Hospital Universitário. “Agora já tem número significativo de profissionais, já era hora de Campo Grande receber pela primeira vez o evento”, conta.

Doenças - Além da dor nas articulações, os sintomas podem ser também vista embaçada, queda de cabelo e lesão na pele, fatores que dependem da faixa etária.

Na infância, o médico Izaías explica que pode aparecer como dor de crescimento e febre reumática, já na adolescente como artrite e na fase adulta, a osteoartrite.

A médica residente Veruska de Oliveira ressalta a importância de se discutir o assunto, principalmente porque são doenças que quando o diagnóstico é precoce a pessoa pode levar uma vida normal.

“É uma jornada brasileira, é bom para atualizar, principalmente para nós acadêmicos que estão em formação. A reumatologia cresceu muito, como a média em geral de especialidades”, conta.

Programação - As palestras abordam temas como Atualização em Dor, Curso de Atualização em Laboratório, Curso de Aplicação Clínica da Ciência Básica e ainda palestra com Cees Kallenberg, da Universidade de Groningen, na Holanda.



Sou uma das vítimas do Reumatismo.
Tenho Espondiloartropatia Soro negativa indiferenciada. É um tipo raro de reumatismo infanto juvenil.
Comecei a sentir dores aos 9 anos e aos 16 anos começaram as crises. Iniciei o tratando com Ortopedista, fiquei anos sendo dopada por medicamentos hiper fortes e muito caros. Afinal, os ortopedistas (mais de oito ) tratavam como problema na coluna. Era proibida de fazer tudo que amava (muay Thai, Karatê...), parei até o curso de Ed. Física na UFMS. Eles falavam que podia fazer apenas natação, mas não sou chegada, apesar de reconhecer seus benefícios. Quanto a faculdade, fui fazer outro curso de graduação.
Em 2002, um amigo de trabalho e ex professor do cursinho no colégio Dom Bosco (Dr. Jony Psiquiatra ), indicou o Dr. Eduardo Nishi(especialista em coluna), que encaminhou-me para o Dr. Fernando Asato (reumatologista). Foi a partir dessa data que comecei a viver melhor. Inclusive, descobri o que REALMENTE tinha, passando a fazer o tratamento acertado. Dr. Fernado foi embora para outro estado. Dei continuidade ao tratamento com uma amiga ( Dra.Feranda Takhashi) de outro amigo meu (Sérgio Delvizio Psiquiátra).
Hoje, tenho uma melhor qualidade de vida. Mas tenho consciência, que a patologia não têm cura. Desenvolvo várias atividades distintas e sou esrportista.
 
neyde de oliveira em 01/09/2011 12:41:22
é verdade aos senhores diretores da cassems por favor coloquem essa especialidade no atendimento tem muito funcionario público precisando.
 
josé roberto em 01/09/2011 11:47:17
Eu tenho muitas dores nos joelhos desde os 5 anos de idade minha mãe me levou ao médico e diagnóstico foi fase de crescimento hoje tenho 27 anos e a dor não passou, o que eu posso ter afinal? eu sei se eu for hoje ao médico ele falará que estou acima do peso, só que aos 5 anos de idade eu não estava, e o pior que minha filha tem 8 anos e já faz mais ou menos 1 ano que ela reclama dessa mesma dor .........
 
Talita Melgarejo em 01/09/2011 10:00:35
Aproveito a oportunidade para lembrar aos dirigentes da CASSEMS, que nós, usuários, estamos pagando consultas particulares, uma vez que a nossa Caixa de Assistência não oferece atendimento reumatológico. Espero que eventos como esses, nos ajudem a sensibilizar os responsáveis.
 
Lídia Arce em 01/09/2011 08:58:11
Fico muito feliz, com essas palestras sobre o reumatismo,porque vai levar trocar de conhecimento entre os médicos e melhora no atendimento,que isso aconteça sempre por todas cidades.
 
Eva Maria em 01/09/2011 08:30:48
Espero sinceramente que a caixa de assistência dos servidores do estado de Ms faça a sua parte pois sofro muito com dores nas articulações e não temos essa especialidade e não me é possivél arcar com comsultas particulares.
 
NORMA SUNILDA MUSSI em 01/09/2011 08:22:42
Tomara que com estes eventos, a administração da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul passe a se sensibilizar e disponibilizar aos seus associados esta especialidade médica tão necessária. É inadmissível que como contribuinte, eu tenha que custear o valor de uma consulta particular mesmo tendo o plano e estando rigorosamente em dia, os médicos estão aí: se atualizando, se aprimorando para que o enfermo possa ter a remissão da doença e melhore a qualidade de vida, falta que determinados setores atuem fazendo efetivamente sua parte.
 
Gisele davis em 31/08/2011 06:46:25
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions