Dupla que matou mulher trans em cela de presídio é condenada a 21 anos
Tribunal do Júri fixou 14 anos para Flabson Amaral e 7 para Rita Cadillac
Flabson Amaro dos Santos Alves, de 29 anos, e Rita Cadillac, de 38, foram condenados pelo Tribunal do Júri pela morte de Dandara Alves Lemos, de 34 anos, assassinada no Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (25). As penas somam 21 anos de prisão, sendo 14 anos para Flabson e 7 para Rita. Ambos cumprirão a pena em regime fechado.
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Flabson Amaro dos Santos Alves, de 29 anos, e Rita Cadillac, de 38, foram condenados pelo Tribunal do Júri pela morte de Dandara Alves Lemos, de 34 anos, ocorrida em março de 2025 no Instituto Penal de Campo Grande. As penas somam 21 anos: 14 anos para Flabson, por homicídio qualificado com asfixia, e 7 anos para Rita, por homicídio simples. A motivação foi uma dívida de R$ 100.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o crime ocorreu na tarde de 22 de março de 2025. A motivação seria uma dívida de R$ 100. Na ocasião, Rita e Flabson ordenaram que Dandara trocasse de cela. Diante da recusa, começou uma discussão que evoluiu para as agressões.
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Segundo a investigação, Flabson avançou contra Dandara, que caiu no chão e passou a ser agredida por Rita. Em seguida, ele a imobilizou enquanto Rita enrolou uma toalha em seu pescoço, provocando a asfixia por cerca de 50 minutos.
O corpo foi encontrado durante a contagem dos internos. Conforme a denúncia, presos da cela disseram ao policial penal que haviam matado Dandara porque ela teria tentado esfaqueá-los.
Na sentença, Flabson foi condenado por homicídio qualificado pelo emprego de asfixia, com pena de 14 anos de reclusão. Já Rita foi condenada por homicídio simples e recebeu pena de sete anos de prisão.
Ao Campo Grande News, a mãe de Dandara, Luzineth Alves, contou que acompanhou o julgamento. "Não foi como eu esperava, mas o importante é que eles foram condenados. Só isso já me deixa satisfeita", afirmou.

A família foi até o Fórum, nesta quinta-feira, com camisetas que pedia justiça por Dandara. Ao conversar com a reportagem, a mãe disse que, desde a morte de Dandara, a vida não é mais a mesma. “Eu não tenho mais alegria como eu tinha quando eu tinha minha filha. Hoje estou aqui esperando que a Justiça seja feita”, afirmou.
Após acompanhar os depoimentos dos réus, a mãe afirmou que os relatos apresentados em plenário não são verdadeiros. “Até agora eles só mentiram, não estão sendo verdadeiros. Eles disseram que minha filha era do PCC, é mentira, ela convivia com eles, mas nunca foi PCC”, afirmou.
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