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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

03/04/2019 09:58

''É horrível se sentir impotente'', diz mulher agredida em briga de trânsito

Mulher foi agredida a socos e chutes depois de reduzir velocidade do carro para tentar estacionar carro; autor seria agente da Polícia Federal

Kerolyn Araújo
Briga ocorreu na Rua Dom Aquino, perto da Padre João Cripa. (Foto Marina Pacheco)Briga ocorreu na Rua Dom Aquino, perto da Padre João Cripa. (Foto Marina Pacheco)

Impotência. Esse é o sentimento de uma mulher de 38 anos, que foi vítima de agressão no trânsito de Campo Grande no fim da tarde de ontem (2). Ao tentar estacionar o carro na Rua Dom Aquino, a condutora foi agredida a socos e chutes desferidos pelo condutor de uma caminhonete que seguia logo atrás. No carro com ela, estavam as duas filhas e a babá das meninas.

Ao Campo Grande News, a vítima que era horário de pico e estava dirigindo devagar à procura de uma vaga para estacionar. Atrás, seguia o condutor de uma caminhonete Ford Ranger.

''Ele buzinou e colou o carro dele na traseira do meu com luz alta. Eu fui para a faixa do meio e depois para outra porque estava procurando vaga. Ele parou atrás de mim e não me deixou estacionar. Quando vi ele já estava na minha janela perguntando se eu estava de sacanagem com ele e me chamando de vagabunda", contou.

Segundo a vítima, a babá e as filhas se assustaram com a abordagem e ela resolveu descer do veículo. ''Saí do carro e pedi que ele me respeitasse. Ele tomou uma distância e me deu um chute na virilha, depois um soco no ombro e outro no rosto", detalhou.

Sem ter o que fazer, a vítima gritou por socorro e pessoas que passavam pelo local interferiram na situação. ''Ele veio pra cima mesmo vendo as crianças no carro. Nem isso fez ele parar. Fiquei sem reação, sem saber o que fazer. É horrível você se sentir impotente", disse.

A vítima acredita que a situação resultou em agressão física porque ela é mulher. "Não tenho dúvidas disso. O machismo que existe ainda é muito latente e a mulher ainda sofre muito com isso". Ela também acredita que o problema teria sido ainda maior caso as partes estivessem armadas.

''Ter uma arma nessas horas não é algo que poderia ajudar. Qualquer reação minha, com arma ou não, ele queria brigar. Se eu mostro arma, ele tem uma também e é mais rápido do que eu? Não tinha o que fazer".

Após as agressões, o homem fugiu do local. Ele foi identificado pela placa do carro, mas não foi localizado. Conforme apurado pelo Campo Grande News, o autor seria um homem de 58 anos e agente da Polícia Federal.

 

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