"Criminosos de fora são mais violentos", diz PM sobre tortura no Universitário
Dinâmica agressiva do caso faz a PM identificar que assaltantes são de fora, diz Batalhão de Choque

Os assaltantes que torturaram e roubaram R$ 84 mil de mãe idosa e o filho em casa no bairro Universitário, são mais violentos e agressivos que os criminosos de Mato Grosso do Sul, segundo o tenente-coronel Rigoberto Rocha, do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Na coletiva desta tarde, ele apresentou a atuação dos policiais no caso, com a prisão rápida de dois dos cinco envolvidos.
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Dois criminosos foram presos após assalto violento a uma residência no bairro Universitário, em Campo Grande. Felipe da Rocha Pinho, de 18 anos, e Lucélia Gonçalves Honório, de 39 anos, oriundos de Várzea Grande (MT) e Goiânia (GO), respectivamente, torturaram mãe e filho para roubar R$ 84 mil. Segundo o tenente-coronel Rigoberto Rocha, do Batalhão de Choque, os assaltantes, membros do Comando Vermelho, demonstraram brutalidade atípica para os padrões locais. Três suspeitos seguem foragidos. O grupo planejava levar os veículos roubados para o Paraguai ou Bolívia.
“O estilo do crime e a prática, o modo de operar é diferente. Os criminosos de fora, eles são mais agressivos. Graças a Deus, é um crime que não é comum aqui no Estado, e aí, quando ele acontece, em grande parte é de criminoso que tá vindo de fora. Quando vem de fora, imediatamente a gente identifica (por causa do modus operando descomunal)”, afirmou.
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Diante disso, ele enalteceu a atuação da Polícia Militar (PM), que prontamente capturou dois integrantes e recuperou itens e bens levados da família. “Acredito que os bandidos de fora não esperam, sinceramente, não esperam uma ação tão rápida e tão contundente da Polícia Militar, né?” comentou ainda, ressaltando que as forças de segurança de MS são organizadas e não as facções. Os envolvidos são do Comando Vermelho.
Os presos, Felipe da Rocha Pinho, de 18 anos, e Lucélia Gonçalves Honório, de 39 anos, vieram de Várzea Grande (MT) e de Goiânia (GO), respectivamente, e o jovem, conforme Rocha, era o mais violento.
“Ele se mostrou o mais agressivo na ação. Ele que enforcava, torturava para tentar tirar o máximo de dinheiro,” afirmou. Mesmo sendo o mais jovem, ele detinha o comando direto dentro da casa, seguindo ordens de um sexto integrante que coordenava o crime por telefone.
Já Lucélia foi presa em Mato Grosso do Sul duas vezes - em 2020 e 2022 - por tráfico de drogas.
Há ainda três envolvidos que não foram identificados nem localizados. “Continuamos no encalço”, sustentou. Esse trio foi chamado depois que Felipe e Lucélia conseguiram render a idosa e o filho.
Dinâmica - De acordo com o oficial, a dinâmica do grupo indica planejamento e divisão de tarefas. Os dois criminosos monitoraram a residência e renderam as vítimas primeiro. Depois, acionaram por telefone outros três comparsas, que chegaram ao local em um carro de aplicativo para reforçar a agressão e ajudar no transporte dos bens.
O objetivo do bando era levar o GM Celta e o VW New Beetle para o Paraguai ou Bolívia, onde os veículos seriam comercializados. Pelo serviço, os envolvidos receberiam pagamentos entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil.
O Batalhão de Choque identificou que os criminosos aproveitaram uma oportunidade ao observar a movimentação na rua e não conheciam as vítimas previamente. Durante a fuga pela BR-163, os suspeitos que ocupavam o New Beetle perderam o controle da direção, bateram contra uma cerca e fugiram a pé por uma área de mata. A polícia recuperou parte do dinheiro, objetos como ar-condicionado e antena Starlink, além dos dois veículos. As equipes mantêm as buscas para localizar os outros três envolvidos e o mandante do assalto.
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