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Capital

“Eles vão reclamar muito, para aparecer”, diz Trad sobre Flexpark

Por Wendell Reis | 11/02/2012 12:28

Decisão sobre renovação de concessão do estacionamento vai sair depois do Carnaval

Prefeito vai decidir se mantém atual licitação ou abre nova(Foto: Pedro Peralta)
Prefeito vai decidir se mantém atual licitação ou abre nova(Foto: Pedro Peralta)

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), foi questionado na manhã deste sábado (11) sobre a possibilidade de uma licitação para os estacionamentos em Campo Grande e reclamações sobre o serviço, que não param de aumentar. Como resposta, o prefeito disse que solicitou um prospecto para a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e criticou os vereadores que utilizaram a tribuna da Câmara para reclamar do serviço.

“Já solicitei um prospecto para a Agetran. Esta é uma época que eles vão reclamar muito, para aparecer, em função da política que está chegando”.

Nesta semana a vereadora Graziele Machado (PR) demonstrou preocupação com a destinação dos recursos dos estacionamentos. Ela questionou que eles tinham a finalidade de serem transferidos para a secretaria de Assistência Social, mas a Câmara nunca recebeu nenhuma planilha com o encaminhamento dos recursos.

Estudo técnico - O diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade, afirma que há dois caminhos para a concessão dos serviços, que vencem em março: a Prefeitura tem o direito de renovar o contrato ou de abrir uma nova licitação, sem impedimento jurídico para nenhuma das duas decisões.

Rudel informa que o prefeito solicitou um estudo técnico para ver o que está bom e o que precisa ser readequado para poder decidir, depois do Carnaval, o que fazer. Rudel já fez três reuniões com técnicos da Agetran, sendo uma delas com a presença de representantes da Flexpark

Equipes da Agetran estão percorrendo as ruas da cidade para saber se os serviços estão funcionando adequadamente, se há informações sobre postos de venda e se realmente eles funcionam. Segundo Rudel, a principal reclamação era com o fechamento dos marcadores, às 18 horas, onde o consumidor não encerrava a tarifa e perdia todos seus créditos, o que ele afirma já ter sido resolvido.

Quanto aos valores cobrados, Rudel relata que a Capital cobra valores bem abaixo das outras cidades do País e tem a vantagem de cobrar apenas o tempo que o consumidor utilizou o serviço, diferente de outros locais como São Paulo, onde o serviço é cobrado com tempo mínimo.

O presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor da Câmara Municipal, vereador Athayde Nery (PPS), informou que a Casa já pediu um relatório sobre os serviços e caso não seja atendida, deve pedir auxílio do MPE (Ministério Público Estadual) e até do Procon. Segundo ele, entre as reclamações apresentadas aos vereadores estão a falta de segurança, já que pagam o serviço e não têm nenhuma garantia de que serão preservados, bem como o custo do estacionamento.

A vereadora Graziele Machado confirmou nesta manhã que a Câmara deve fazer um encaminhamento ao Ministério Público. “O Ministério Público não precisa aparecer. Quem sabe terá uma resposta. Não é uma crítica ao prefeito, mas a empresa. A própria Prefeitura está sendo lesada”. A vereadora ressalta ainda que a empresa está descumprindo a lei 2.228, que proíbe a cobrança em áreas residenciais.

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