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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

30/08/2013 11:59

Em homenagem a Breno e Leonardo, autoridades cobram mais atenção às fronteiras

Jéssica Benitez e Luciana Brazil
O juiz federal Odilon de Oliveira cobrou mais atenção da União (Foto: Cleber Gellio)O juiz federal Odilon de Oliveira cobrou mais atenção da União (Foto: Cleber Gellio)

Um ano depois da tragédia que abalou Mato Grosso do Sul, o assassinato dos estudantes jovens Breno Silvestrini, 18 anos, e Leonardo Fernandes, 19 anos, a opinião de autoridades presentes na homenagem aos garotos é uma só: falta policiamento e maior atenção por parte do Governo Federal aos estados fronteiriços.

O Comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David, deu razão aos pais das vítimas que exigem mais fiscalização na fronteira. “A PM cumpre seu papel, porém há necessidade de mais instrumentos. Não adianta prender bandidos uma, duas, três vezes para depois a Justiça soltar. Muita coisa precisa mudar”, resumiu.

Ele aproveitou a ocasião para anunciar que no próximo dia 13, a PM vai entregar aos pais dos garotos cerca de 40 mil assinaturas que conseguiram colher para o projeto que luta pelo fim da impunidade. “O Governo Federal precisa assumir a responsabilidade diante dos Estados fronteiriços. É preciso acabar com a entrada e saída indiscriminada de veículos roubados, é isso que alimenta o tráfico”, avaliou.

O Coronel também ressaltou que a legislação precisa ser mais severa acerca de crimes como esses. “Chega de ouvir sociólogos, teólogos e todos os ólogos que ficam com olhar carinhoso para bandidos”, concluiu. A delegada que é uma das responsáveis pela resolução do caso, Maria de Lourdes, frisou que a mobilização feita pelos pais dos meninos fará toda diferença para que o Estado dê reforço às fronteiras.

Emocionada, ela se lembrou do quanto foi difícil dar a notícia de que os policiais haviam encontrado os corpos. Representante da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Marcelo Amaral, explicou que sem investimentos é impossível melhorar a situação nas fronteiras. “Existem 460 policiais para fazer a fiscalização o mesmo efetivo de 10 anos atrás. Para agravar a malha viária aumentou”.

Homenagem – Para deixar a imagem de Breno e Leonardo viva no coração dos familiares e amigos, a tubulação aonde os corpos foram encontrados, no Macroanel da BR 262, virou espécie de memorial. O artista plástico Augusto Navera grafitou todo o espaço totalizando 160 m² de pintura. Ao todo foram gastos 60 latas de spray e 80 litros de látex.

“Grafitei só os meninos de olhos abertos”, explicou. Este é o maior trabalho da carreira de Gustavo e o maior grafite de Mato Grosso do Sul. Também estiveram presentes: o deputado federal Fábio Trad (PMDB), o juiz federal Odilon de Oliveira e a vereadora Juliana Zorzo (PSC). O peemedebista disse que se todos continuarem calados e omissos, o mal prevalecerá sobre o bem.

“Não está nascendo um memorial de lágrimas, mas sim do renascimento da fé e esperança”, declarou Odilon. Em seguida o magistrado criticou a União federal que não oferece a devida importância aos Estados fronteiriços. “Deixam a fronteira no livre arbítrio, passam por ali o bem e o mal”, sentenciou. Ele disse que 29,8% do território nacional pertence à fronteira sul-mato-grossense, no entanto o policiamento corresponde somente a 13%.

Os pais da estudante Alanna Willers, universitária de 18 anos vítima do incêndio na boate Kiss em Santa Maria (RS), Liane e Francisco, estão em Campo Grande para acompanhar os pais de Breno e Leonardo. O casal sulista fundou a AVSTSM (Associação das Vítimas de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria) e ficou sabendo do caso dos rapazes campo-grandenses por meio da associação. “Tudo que pudermos fazer para somar e trazer mais conforto a eles nós faremos”, disse Francisco.

Comoção – Durante a cerimônia foram distribuídas mudas de plantas com a frase “Onde foi derramado o sangue, brota a esperança, Breno e Leonardo um ano de saudade” aos que estavam no lugar. Houve momento de oração ministrado pelo padre Rafael Zanata.

Para finalizar, Ângela Fernandes, mãe de Leonardo, fez um apelo. “Cada vez que um jovem pegar um cigarro de maconha quero que ele se lembre que está dando mais um chute no Breno e no Leonardo, porque se não houvesse usuário, não haveria tráfico”.

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Belíssimo... o trabalho dessas mães guerreiras, que apesar do sofrimento, encontraram forças para lutar contra a LACUNA deixada por nossas autoridades, que é a falha, falta de segurança nas nossas fronteiras seca.
Boa Sorte!!! a todas essas Leoas de garras firmes.
Obs: Através dessas famílias enlutadas, podemos imaginar como eram os jovens brutalmente ASSASSINADOS. Somos o reflexo das nossas famílias. Família é BASE...
 
Neyde de Oliveira em 01/09/2013 14:35:17
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