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Capital

Vídeo de ‘ilha de pedra’ do Rio Anhanduí revela do alto o que quase ninguém vê

Drone encontrou usuários de drogas, em situação de rua, em lugar inusitado, nas margens da Av. Ernesto Geisel

Por Gabriela Couto | 11/12/2023 14:45

Era para ser uma simples filmagem aérea do Córrego Anhanduí, mas o caminhoneiro Edilson Figueiredo, que faz imagens com seu drone, acabou flagrando uma cena inesperada, na qual os “olhos da rotina não conseguem ver”.

As cenas do cotidiano de usuários de drogas, em situação de rua, em uma ‘ilha de pedra’ dentro do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, causaram impacto e fizeram muitos seguidores refletirem. Tanto que em 2h de publicação do vídeo nas redes sociais, mais de 70 mil pessoas já tinham visto e compartilhado.

“Fiz o vídeo no dia 20 de novembro, por volta das 16h e deixei guardado. Eram três pessoas juntas, conversando, dentro do córrego, em frente ao Parque Ecológico Anhanduí, no bairro Guanandi. Causa um impacto, porque a gente não imagina essa situação complicada”, relata o autor das imagens.

Segundo Edilson, ele passa pela avenida com bastante frequência e vê usuários de drogas nas ruas, mas não imaginava que eles ficavam dentro do córrego. “É uma realidade que muita gente ainda não conhece em Campo Grande, por isso resolvi mostrar”, relata.

Ele disse que não voltou a filmar o local e não imagina como está a situação após o temporal dos últimos dias. Também não acionou a Prefeitura da Capital para resolver o assunto. “Não sei se eles ainda estão lá depois da chuva. Não acionei ninguém. As pessoas estão comentando e marcando o município para pedir ajudar”.

Nos comentários, muitos lamentam a situação, falam sobre o impacto das drogas e ressaltam o descaso com a poluição ambiental em volta do córrego. Há ainda moradores da região que relatam o medo de conviver com os usuários de drogas pedindo esmola para manter o consumo de entorpecentes.

Resposta – A Prefeitura de Campo Grande, por meio da SAS (Secretaria de Assistência Social), afirmou que realiza um trabalho diário de abordagem aos moradores em situação de rua nas sete regiões da Capital, incluindo as pessoas que ficam às margens da Avenida Ernesto Geisel ou que transformaram o local em sua moradia.

“A SAS ressalta que as pessoas em destaque no vídeo citado já foram abordadas diversas vezes, mas por se tratarem de dependentes químicos crônicos, recusam o atendimento em comunidades terapêuticas ou acolhimento nas unidades da SAS”, destacou.

Os usuários que recusam o acolhimento são orientados sobre os serviços disponibilizados no Centro POP, onde é possível receber alimentação, fazer a higienização, a emissão de documentação e acompanhamento psico jurídico social, bem como encaminhamento às Comunidades Terapêuticas e unidades de acolhimentos institucionais.

Ao todo, são disponibilizadas 300 vagas em comunidades terapêuticas cofinanciadas pela Prefeitura. “As equipes da SAS fazem a oferta dos serviços às pessoas em situação de rua, que têm por opção aceitar ou não os serviços da Rede”.

O município informou ainda que há outros instrumentos da rede socioassistencial municipal, como é o caso do projeto “Atenda”, que visa atender as pessoas com transtornos mentais em situação de rua.

Atualmente, o município conta com o Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social), com o Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua – CENTRO POP, duas Unidades de Acolhimento Institucional para Famílias e Adultos – UAIFA e duas Unidades de Acolhimento para a População em Situação de Rua cofinanciadas (Organizações da Sociedade Civil – OSC).

“O trabalho de abordagem é realizado 24 horas, inclusive aos finais de semana. As abordagens são intensificadas na região central, viadutos, pontes, entroncamentos, praças e na região da Avenida Ernesto Geisel, locais onde há concentração maior dessa população.”

Além da busca ativa, as equipes do Seas atendem às denúncias realizadas pela população por meio dos celulares (67) 99660-6539 e 99660-1469. De janeiro a novembro, 4.252 abordagens do Seas em todas as regiões da cidade, além de 6.761 atendimentos no Centro POP.

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