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Lado Rural

Pecuária leiteira ganha regras técnicas para reduzir impacto ambiental

Livro da Embrapa reúne práticas para reduzir emissões e ampliar sequestro de carbono

Por Gustavo Bonotto | 04/01/2026 19:52
Pecuária leiteira ganha regras técnicas para reduzir impacto ambiental
Vacas deixadas em pasto. (Foto: Reprodução/Embrapa)

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou três novos protocolos técnicos para reduzir gases de efeito estufa na produção de leite. As orientações resultam de anos de pesquisa e focam nutrição animal, manejo do solo e uso de insumos. O material integra um livro disponível para download gratuito no portal da instituição.

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A Embrapa lançou três protocolos técnicos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na produção de leite, resultado de anos de pesquisa. As orientações focam na nutrição animal, manejo do solo e uso de insumos, visando diminuir o impacto ambiental da atividade.Os protocolos abordam a redução do metano emitido pelos bovinos, o controle de óxido nitroso e amônia no solo, além do sequestro de carbono em áreas produtivas. As medidas incluem seleção genética, dietas eficientes, uso de leguminosas e sistemas integrados com árvores, prometendo maior rentabilidade ao produtor.

Os protocolos tratam das principais fontes de emissão da pecuária leiteira. As medidas atingem o metano liberado pelos bovinos, o óxido nitroso e a amônia no solo. As práticas também buscam ampliar o sequestro de carbono nas áreas produtivas.

Um dos protocolos foca a redução do metano emitido pelos animais. As orientações priorizam seleção genética, dietas mais eficientes, sanidade e bem-estar animal. O objetivo é diminuir a emissão por litro de leite produzido.

Estudos citados no material mostram diferença de emissão conforme a raça. Vacas holandesas puras emitem menos metano por litro de leite do que girolandas, devido à maior produtividade. Animais saudáveis e produtivos diluem melhor a carga de gases na produção.

Outro protocolo aborda a redução de óxido nitroso e amônia no solo. As práticas incluem uso de leguminosas, fertilizantes de maior eficiência e melhor distribuição de dejetos animais. As medidas reduzem perdas de nutrientes e custos para o produtor.

O terceiro protocolo trata do manejo do solo para acúmulo de carbono. As orientações incluem plantio direto, recuperação de pastagens e sistemas integrados com árvores. Pastagens bem manejadas podem sequestrar carbono em profundidade superior a um metro.

Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação apontam que a agropecuária respondeu por 30,5% das emissões do Brasil em 2022. Do total de metano emitido, 97% vieram dos bovinos. A maior parte teve origem no rebanho de corte, seguida pelo leiteiro.

Segundo os pesquisadores, as tecnologias permitem maior eficiência produtiva com menor impacto ambiental. A adoção depende de investimento inicial, mas tende a elevar a rentabilidade ao longo do tempo. Políticas públicas e parcerias locais podem facilitar a transição.