Vizinho diz que é delegado e vai "meter bala" em cachorro por cocô na calçada
Caso aconteceu no Bairro Octávio Pécora e ameaças foram flagradas em câmera de segurança
RESUMO
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Um homem que se identificou como delegado de polícia ameaçou atirar em um cachorro Golden Retriever de 11 anos após o animal defecar em frente à sua residência, no bairro Octávio Pécora. A ameaça foi feita à diarista da família tutora do animal, uma senhora de 60 anos. O incidente ocorreu em 11 de dezembro, quando o cão Fred escapou pelo portão. A tutora, que costuma limpar os dejetos dos animais durante os passeios, não percebeu o ocorrido. A família pretende registrar boletim de ocorrência para preservação de direitos e agora evita passar pela calçada do vizinho durante as caminhadas.
Fred é um Golden Retriever de 11 anos de idade, acostumado a dar umas voltas na quadra da casa onde mora, no bairro Octávio Pécora. Agora, também foi o motivo de ameaça feita por um vizinho da tutora dele, homem que se disse delegado e se sentiu incomodado com o cocô deixado na calçada da casa dele. “(...) vou meter bala no cachorro, vocês ficam espertos com isso aí, viu?”.
A publicitária Bárbara Melo, 27 anos, estava em São Paulo (SP) quando o fato ocorreu, no dia 11 de dezembro. Recebeu ligação da mãe relatando a ameaça. Naquele dia, quem atendeu à porta foi a diarista, uma senhora de cerca de 60 anos, que ouviu as ameaças.
O homem, de roupa azul, se aproxima e pergunta se o cachorro é da casa. “Eu sou delegado de polícia, eu vou tomar providências contra vocês (...) guardei todas as imagens da câmera, vou meter bala no cachorro, vocês ficam espertos com isso aí, viu? Avisa a dona, quem é a dona (...) que é a última vez; não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira que eu vejo isso, vou tomar providências. Ninguém limpa. Cuidado (...) última vez que estou avisando”. Depois disso, vai embora.
Bárbara diz que a mãe ficou desesperada com a situação. “Ela se sentiu acuada, por ser um homem falando daquele jeito, com uma senhora”. Na casa, mora a mulher de 52 anos e o marido, de 62 anos, sendo que ele é acamado. Além deles, também tem o técnico de enfermagem, que faz plantão de 12h em 12h.
A publicitária mora em apartamento e, por isso, não pode levar Fred e o vira-lata Sansão, que também tem 11 anos. Para auxiliar a mãe, é responsável pelos cuidados com os animais, mas estava em viagem.
Bárbara reconhece que a mãe tem o hábito de sair com os cães sem guia, mas o passeio é feito em duas ou três casas para o lado e eles logo voltam para casa. “Quando algum faz cocô, ela limpa”.
Porém, naquele dia, o Golden escapou pelo portão quando a mãe de Bárbara foi conversar com a vizinha. “Ela não viu que ele fez cocô, se tivesse visto, teria limpado”, afirma. Logo depois, recebeu a visita do vizinho.
“Minha mãe mora lá há cinco anos, todo mundo se conhece, ele poderia falar se tivesse acontecido, o que não duvido que aconteceu. Mas nunca tinha falado nada antes e não precisava ter falado desse jeito”, lamenta a publicitária.
Hoje, ao conversar com uma amiga, recebeu orientação para fazer um boletim de ocorrência de preservação de direito, caso algo venha a acontecer com os cachorros ou a família. “Estava pensando como fazer algo, porque acho impossível deixar dessa forma”. Para acalmar a mãe, que desde o episódio ficou muito nervosa, passeia com os cães, desta vez com guia e no lado oposto da calçada do vizinho.


