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Capital

Emha avisa que só devolve bens de invasores mediante nota fiscal

Pasta adimitiu que pegou bens dos moradores que invadiram terreno da prefeitura no Jardim Tijuca

Por Natália Olliver | 16/05/2024 13:19
"Mudança" levanda pelas famílias para área da prefeitura (Foto: Henrique Kawaminami)
"Mudança" levanda pelas famílias para área da prefeitura (Foto: Henrique Kawaminami)

A Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) assumiu que pegou os pertences dos moradores que estão ocupando o terreno da prefeitura, no Jardim Tijuca desde domingo (12). A pasta informou que a ação aconteceu devido a nenhum deles ter se responsabilizado pelos objetos pessoais que, segundo a Agência, estavam bloqueando a calçada. Os bens serão entregues apenas mediante a apresentação de nota fiscal e documento de identificação, na sede da Agência.

“A Emha foi acionada por moradores vizinhos da área devido à presença de uma tenda e um colchão obstruindo a passagem na calçada. Como nenhum dos envolvidos na tentativa de ocupação assumiu a responsabilidade pelos pertences, foi orientado que comparecessem à Agência para recuperá-los, munidos de nota fiscal e documento de identificação”.

Controversa - A pasta de habitação, ainda acrescenta que ninguém presente na ocupação, é residente do condomínio Nova Alvorada, apelidado de "Novo Carandiru”.

“Não estão relacionados à tentativa ocorrida em uma área localizada na rua Dinamarca, no bairro Jardim Tijuca. Na manhã desta quarta-feira (15), a Emha esteve no referido condomínio para realizar a selagem e o cadastro de todas as famílias, não identificando nenhuma delas como envolvida na mencionada tentativa de ocupação”.

Até o momento os moradores se identificaram como residentes do condomínio "Novo Carandiru”, localizado há alguns quilômetros dali, no bairro São Jorge da Lagoa. No primeiro dia de ocupação, (domingo) 80 pessoas estiveram no local, entre elas 20 crianças.

Os residentes do condomínio receberam mandado de despejo por ocupação ilegal do prédio Além disso, o corpo de bombeiros emitiu parecer técnico de risco de desabamento na construção que está apenas no ‘reboco’. Lá, alguns moradores chegaram a investir R$ 12 mil nos apartamentos. A obra foi paralisada em 2002 e a construtora firmou contrato de comodato em 2009, que foi descumprido.

A pasta informou ainda à reportagem que, para garantir a clareza da distinção dos moradores e ocupantes do terreno da prefeitura, o diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, se reuniu com representantes da Cufa-CG (Central Única das Favelas) e dois líderes da tentativa de ocupação".

“Apresentando uma lista de participantes desta última [ocupação], confirmou a separação entre os casos”, finaliza.

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