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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/12/2013 08:44

Empresa de lista virtual aplica golpes na Capital e prejuízo é de R$ 5 mil

Graziela Rezende
Delegada ressalta que se trata de uma organização criminosa. Foto: Cleber GellioDelegada ressalta que se trata de uma organização criminosa. Foto: Cleber Gellio

Com a desculpa de promover empresas por meio da “lista telefônica virtual”, uma quadrilha está aplicando golpes em Campo Grande. A média de prejuízo, para cada estabelecimento comercial, é de R$ 5 mil e a ameaça de ter o nome incluso no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Na semana passada, dois empresários já compareceram a delegacia para denunciar os estelionatários.

Em um primeiro momento, uma pessoa entra em contato no RH (Recursos Humanos) ou com a secretária, dizendo que a empresa será incluída gratuitamente na lista telefônica virtual, sendo algo que já foi “acertado com o patrão”. A pessoa então pede a confirmação de dados e avisa que está enviando um fax para a pessoa assinar, dizendo que se trata apenas de uma “autorização para a publicação”.

No entanto, assim que a pessoa retorna o fax, ela já caiu no golpe. Aquilo se trata de um contrato, que estipula o pagamento de ao menos 12 parcelas de R$ 398. Nesse período, o empresário não sabe de nada, somente tem conhecimento no vencimento da 2ª parcela.

“Após muita lábia eles convencem o funcionário a assinar o documento e enviar o fax. A organização criminosa então coloca a pessoa como responsável pela empresa e depois retorna a ligação, dizendo, em tom ameaçador, que as duplicatas não foram pagas e que a empresa ficará com nome sujo. E quem é comerciante sabe o quão importante estar em dia com as contas”, afirma a delegada Christiane Grossi, responsável pelas investigações.

Falsa sede - Ambas as vítimas receberam o telefonema em outubro deste ano, em nome da empresa Evitel Editora de Lista Virtual, no e-mail faleconosco@evitelvirtual.com.br. Mesmo com prejuízo, o empresário Gilson Gonçalves, 54 anos, disse que irá “até as últimas consequências”.

“Eles chegaram a negociar, pedindo o pagamento de uma das parcelas e uma multa de rescisão de contrato, que equivale a 40% do total, mas não vou aceitar isso”, comenta o empresário. Na ocasião, quem atendeu a ligação foi o funcionário, o auxiliar de compras Edinei Germano, 38.

“Eles ligaram dizendo que iriam mandar uma lista telefônica gratuitamente, pelo correio, além de incluir o nome da empresa na lista virtual. No entanto, menos de dois meses após o envio do fax, eles disseram que não pagamos a primeira fatura. É tudo muito rápido, um susto enorme”, comenta a vítima.

O Campo Grande News confirmou que a empresa realmente possui um site, com a possível sede em um edifício no bairro República, região central de São Paulo. A Polícia, no entanto, acredita que a empresa é apenas fachada de uma organização criminosa que atua em todo o País.

Pesquisa aponta que sede da suposta empresa seria em São Paulo. Foto: Cleber GellioPesquisa aponta que sede da suposta empresa seria em São Paulo. Foto: Cleber Gellio
Empresário diz que irá até as últimas consequências. Foto: Cleber GellioEmpresário diz que irá até as "últimas consequências". Foto: Cleber Gellio


Maria do Socorro: Já ouviu falar em sigilo bancário?
 
Mériele Oliveira em 09/12/2013 12:53:51
Quando atendo ligações como essa, sempre respondo com várias perguntas, demonstro meus direitos e informo para eles que as todas as conversas são monitoradas e rastreada para não ocorrer tom ameaçador.
 
Suzana Oliveira em 09/12/2013 10:40:25
Todo mês recebemos umas tres ligações destas " empresas", todos os funcionários foram orientados a falar que propaganda em Lista Telefônica, somente pessoalmente. O Golpe da Lista já é conhecido, inclusive com pessoas se passando por Tabelião de Cartórios dizendo que vão protestar o nome da Empresa. Cuidado geralmente eles falam que é para confirmar o endereço para a entrega da lista, quando questionados qual a empresa, ficam bravos.
 
CLAUDIA H FRANCO em 09/12/2013 10:13:47
Parabéns aos funcionários que sempre leem tudo que assinam em nome da empresa!
 
Bergo de Almeida em 09/12/2013 09:49:37
a polícia deveria a décadas fazer parceria com os bancos, todo o depósito, pagamento, o banco tem que saber para quem vai, ou seja, se o banco não tem essa informação, ou não quer passar essa informação, algum funcionário do banco é cúmplice do golpe, seja ele qual for.
 
Maria do Socorro em 09/12/2013 09:19:50
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