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Capital

Empresa que vendia consórcio como financiamento tem atividades supensas

Equipes de fiscalização estiveram no local nesta quinta e constaram ainda a falta de alvará de funcionamento

Por Ana Paula Chuva | 01/07/2022 15:11
Fiscal do Procon e policial civil lacrando porta da empresa nesta quinta-feira. (Foto: Divulgação | Procon-MS)
Fiscal do Procon e policial civil lacrando porta da empresa nesta quinta-feira. (Foto: Divulgação | Procon-MS)

Mais uma empresa teve as atividades suspensas  na tarde desta quinta-feira (30), por propaganda enganosa. Desta vez, as equipes do órgão fecharam a Bank Street Negociações, localizada na Rua 13 de Maio em Campo Grande. O local funcionava sem alvará de funcionamento e localização.

A fiscalização faz parte da operação Erratum, deflagrada pelo Procon Estadual em parceria com Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).  A empresa foi autuada por vender consórcios como se fossem financiamento. No local, inclusive, estaria um dos clientes da empresa, identificado como Leonardo R. da Silva,  que tentava conseguir a devolução do dinheiro pago e teria sido orientado a “procurar seus direitos”.

Conforme o órgão de Defesa do Consumidor, a empresa estava trabalhando sem alvará de funcionamento e localização e promovia propagando enganosa. Além disso, estaria operando em nome da Omni   Administradora de Bens e Consórcios Ltda. E do Banco Street Negociações, ambas sem autorização do Banco Central.

No local, a fiscalização também constatou que a empresa não tinha identificação ou fachada em nenhuma das salas e contratava pessoas, muitas menores de idade, como vendedoras sem vínculo trabalhista e também expunha quadros anunciando os serviços que não eram prestados como financiamento de imóveis e veículos.

Em uma das salas do local, equipes do Procon e da Polícia Civil encontraram ainda cadernos com instruções para induzir os funcionários a convencer os consumidores. Uma funcionária acabou sendo algemada e levada para a delegacia.

Procurado pelo Campo Grande News, o proprietário da empresa Everton Arruda, afirmou que a suspensão das atividades foi por conta da falta de alvará, no entanto, o documento estaria vencido e sendo negociado com a contadora da empresa para legalização.

O empresário afirmou ainda que em nenhum momento enganou os clientes, já que no próprio contrato era informado que o produto que estavam adquirindo se tratava de um consórcio e não de um financiamento. Ainda segundo Everton, a funcionária que foi levada para a Delegacia, teria sido agredida com puxões.

“Em nenhuma de nossas postagens estava escrito que vendíamos financiamento. Todos os clientes eram orientados que se tratava de um consórcio, inclusive no contrato. Há muitas informações falsas sendo divulgadas sobre a empresa. A funcionária foi algemada e agredida pelos policiais”, afirmou Everton.

À reportagem, o delegado titular da Decon, Paulo Sá, contou que a funcionária apresentou resistência e por isso foi levada à delegacia, no entanto em nenhum momento foi agredida.

“A menina teve um comportamento irascível, foi trazida para a delegacia e fizemos um boletim de ocorrência de resistência.  Ele vai responder por estelionato e organização criminosa. Inclusive, hoje mais três vítimas da empresa procuraram a delegacia”, explicou Sá.

Ainda de acordo com o Procon, o local ficará fechado até que todas as irregularidades sejam sanadas e o responsável pela empresa apresente a documentação, formalmente, ao órgão.

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