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Capital

Empresário e cafetina são presos com duas adolescentes em motel

Mulher teria cobrado R$ 350 pelo "pacote" com as três

Por Kerolyn Araújo | 26/11/2020 08:36
Empresário e mulher que agenciou meninas foram presos em motel da Capital (Foto: Reprodução)
Empresário e mulher que agenciou meninas foram presos em motel da Capital (Foto: Reprodução)

Empresário, de 37 anos, e uma empregada doméstica, de 42, foram presos na tarde de ontem (25) após serem flagrados com duas adolescentes em um motel na Vila Popular, em Campo Grande.

A Polícia Militar recebeu denúncia informando que uma mulher havia entrado no Motel Stillus, acompanhada de duas meninas. Os militares foram ao local e, em um dos quartos, encontrou o casal e as duas adolescentes, de 14 e 17 anos.

À polícia, a mulher contou que é amante do empresário e combinou de encontrá-lo no motel. Segundo ela, a namorada do filho, de 14 anos, e a amiga, pediram para irem juntas porque queriam tomar banho de piscina. Mesmo sabendo que é proibida a entrada de menores, ela decidiu levá-las.

Durante depoimento na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), a mulher ressaltou que o empresário não sabia que as meninas eram menores de idade e negou que tivesse agenciando as adolescentes para a prostituição, afirmando que elas só foram levadas ao local por causa da piscina. Ela receberia R$ 400 do homem, seria uma ajuda de custo para as despesas da casa.

Na delegacia, o empresário relatou que conheceu a mulher há mais de 10 anos, quando ela trabalhava como garota de programa em uma casa noturna. Na terça-feira (24), ele marcou um encontro e ela disse que tinha duas amigas novas para apresentar. Ela cobrou R$ 350 pelo "pacote" com as três. Os outros R$ 50 seria para pagar o transporte do trio.

Ainda segundo o empresário, ele não tinha a intenção de manter relação sexual com o trio e não perguntou a idade das adolescentes.

A mulher e o empresário foram presos e passarão por audiência de custódia nesta quinta-feira (26).

O porteiro do motel foi ouvido pela polícia e informou que liberou o acesso sem pedir a documentação das pessoas, porque "estava muito corrido" no momento que o carro com a mulher e as meninas chegaram. Ele afirmou que é regra da empresa a exigência de documentos para acesso, mas como era o intervalo de almoço de outros funcionários e ele estava sozinho na portaria, deixou "passar batido"

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