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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/06/2012 11:06

"Eu fiquei toda machucada", diz mulher que foi esfaqueada pelo ex-genro

Nadyenka Castro

Dinorá Barros Giroto, 54 anos, assiste ao julgamento de Izaelso Júnior Soares de Moraes. Ela também afirma que o crime mudou a rotina dela

Izaelso esfaqueou Dinorá e também duas crianças. A menina ficou com lesões nos braços e nas costas. (Foto: João Garrigó/ Arquivo)Izaelso esfaqueou Dinorá e também duas crianças. A menina ficou com lesões nos braços e nas costas. (Foto: João Garrigó/ Arquivo)

“Eu fiquei toda machucada”, com essa frase, a dona de casa Dinorá Barros Giroto, 54 anos, resume como está, 10 meses após ter sido esfaqueada e agredida pelo ex-genro, Izaelso Júnior Soares de Moraes, que é julgado nesta terça-feira, em Campo Grande.

Além das cicatrizes no rosto e no seio, a tentativa de homicídio ‘machucou’ a vida dela. Machucados estes que transformaram a rotina da família. “É muito difícil”, diz.

Dinorá e dois netos – na época a menina com 11 anos e o menino com três -, foram esfaqueados por Izaelso que tinha como objetivo atingir a ex-companheira, Lucimar Barros Giroto.

Izaelso ainda tinha as chaves da residência onde havia morado com Lucimar e as crianças. Na madrugada do dia 14 de agosto, desligou a energia da residência, entrou no imóvel e passou a esfaquear quem via pela frente: primeiro foi Dinorá, depois a garota, e, por fim, a menina.

Com os olhos cheio de lágrimas, Dinorá conta que ficou com lesões no rosto, no tórax, na cabeça e também no seio. Algumas cicatrizes no rosto ainda são visíveis.

Por conta da tentativa de homicídio, o pai das crianças conseguiu a guarda provisória dos filhos, Dinorá mora com a filha, não trabalha, quer ir embora de Campo Grande e, segundo ela, Lucimar não teve relacionamento sério com mais ninguém.

“Estamos sem as crianças. Sinto muitas saudades das crianças”, fala Dinorá, que teme pela vida da filha. “Hoje só tenho sossego se estou vendo ela”, revela.

Sobre o ex-genro, ela declara que Izaelso nunca havia dado problemas para ela. “A gente tinha uma relação muito boa. Jamais esperava que ele fosse fazer o que fez”. Para ela, Izaelso não estava embriagado. “Ele não tinha cheiro algum”.

Apesar de todas as feridas, Dinorá diz perdoar o ex-genro. “Estou rezando para ele mudar. Para ele esquecer minha filha, tirar essa agonia dele”.

O júri popular de Izaelso é acompanhando por familiares dele e das vítimas. Ele é acusado de tentativa de homicídio qualificada pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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