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Capital

Julgado hoje ex-major da PM apontado como chefe de quadrilha de jogatina

Por Nadyenka Castro | 05/05/2011 08:16

Ele foi expulso da corporação

(Foto: João Garrigó)
(Foto: João Garrigó)
Material encontrado pela Polícia em um dos cassinos da quadrilha liderada por Carvalho. (Foto: Arquivo)
Material encontrado pela Polícia em um dos cassinos da quadrilha liderada por Carvalho. (Foto: Arquivo)

Será julgado nesta quinta-feira na Auditoria Militar, Fórum de Campo Grande, o ex-major da Polícia Militar, Sérgio Roberto de Carvalho. Ele está preso e irá comparecer à sessão.

Ele, que é acusado de envolvimento em vários crimes, desta vez será julgado por falsificação do selo ou sinal público constatado pelas investigações que resultaram na operação Las Vegas, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2009.

O processo tramita na Auditoria Militar pois na época em que o crime teria sido cometido ele ainda era da corporação. O julgamento de Carvalho só não aconteceu antes porque ele arrolou testemunhas para serem ouvidas na Bolívia e na Colômbia.

Outros três militares presos na mesma operação já foram condenados, entre eles o capitão Paulo Roberto Teixeira Xavier. Ele “pegou” sete anos de prisão em regime fechado por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial (o que é proibido para oficial) e corrupção passiva. No entanto, já está em regime semiaberto.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o capitão Paulo Xavier era responsável pela logística e segurança da organização que explorava máquinas caça-níqueis em Campo Grande e que era lidera por Carvalho.

A operação Las Vegas que desmantelou a quadrilha apreendeu 18 veículos, um avião, 97 máquinas de caça níqueis, R$ 77 mil, US$ 1,7 mil, computadores e notebooks. A investigação teve início após denúncia anônima.

Salário O ex-major Carvalho já foi condenado por tráfico de drogas, é acusado de envolvimento na jogatina e na tentativa de fraude a um espólio milionário.

Agora ele trava uma briga judicial para reaver a aposentadoria que recebia desde 1996. O benefício foi suspenso em junho de 2010 pela Ageprev (Agência de Previdência Social), como consequência da decisão judicial que, a pedido do Ministério Público Estadual, determinou a perda de posto.

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