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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

19/12/2013 21:11

Ex-patroa de vítima de cárcere privado diz: “todo mundo sabia”

Vinícius Squinelo
Cira mostra as marcas da violênciaCira mostra as marcas da violência

Regina Ramos, 57 anos, conheceu Cira da Silva, 44, antes dela se casar com e acabar virando vítima de um dos casos de violência mais impactante de Mato Grosso do Sul. Cira, e quatro filhos, foram mantidos por 22 anos em cárcere privado, além de sofrer espancamentos e ameaças diárias.

Segundo Regina, que era patroa de Cira, ela pediu demissão justamente para se casar, mesmo com os alertas de que Ângelo da Guarda Borges, 58 anos, era violento.

“Todo mundo sabia, mas todos tinham medo de denunciar”, lamentou Regina. “O Ângelo ameaçava todo mundo que tinha contato, até familiares”, emendou.

A fala da ex-patroa é parecida com a de vizinhos. Na rua onde moravam, no Jardim Aero Rancho, todos afirmavam que os espancamentos e ameaças eram diários, mas ninguém denunciava por medo do pedreiro.

Ângelo manteve por 22 anos a esposa, Cira da Silva, 44, e quatro filhos, de 15, 13, 11 e 5 anos, em situação de cárcere privado. Segundo relatos, ele espancava a família todos os dias, e dava apenas arroz para as crianças comerem.



É tão fácil julgar os atos de uma mulher vítima de violência quando se é homem, não?
As vítimas de violência ou abuso sexual sistemático não denuncia por simples falta de vontade. A cada "sessão" de abusos, novas ameaças são feitas, e a pessoa acaba por se tornar refém do próprio medo, perde a autoconfiança. A pessoa que sofre esses tipos de abusos tem medo até da própria sombra.
Já ouviram falar da história do elefante preso por uma corda? Então, é a mesma coisa. A pessoa tem possibilidade de se livrar da situação, mas não crê que seja capaz, acha que o abusador sempre será mais forte e poderá muito mais do que ela.
 
Mériele Oliveira em 23/12/2013 13:41:26
Concordo com o Juarez, tem algo muito estranho nessa história. E tem que processar todos os vizinhos por cumplicidade. E outra coisa, será que essa mulher não tem vontade própria? Pô pega esse desgraçado dormindo e mete uma faca no pescoço dele, joga álcool nele e toca fogo, põe veneno na comida ... faz alguma coisa, agora não fazer nada é simplesmente aceitar. Se eu ver um vizinho meu agredindo a mulher dele eu chamo a policia na hora e se o desgraçado quiser vir pra cima pode vir que vai ser um a menos no mundo. Agora vamos falar a verdade ... ô cambada de covarde esses vizinhos.
 
marcio sabatel em 20/12/2013 09:35:56
Não fale o que não sabe Sr. Juarez Delmondes,a pessoa que é vitima desse tipo, sente a agressão mais intensa no psicológico do que no físico,ou seja não precisava ter cadeados ele já havia tirado toda a dignidade,esperança e confiança nessa mulher e crianças...Sem contar a vergonha e a falta de apoio ou vc acha que ela ia sair correndo dali e ficar debaixo de alguma ponte ? se os vizinhos nem o denunciaram por medo ,acha mesmo que alguém iria dar abrigo ? Absurdo o senhor pensar e falar uma coisa dessa.
 
ana paula ribas em 20/12/2013 08:50:42
Concordo com o Juarez Delmondes: era só sair pela porta e ir embora! Outra coisa: faça-se uso da LEI, já que TODO o mundo sabia e ninguém fez NADA ou denunciou, enquadre-se a TODOS por CUMPLICIDADE e co-autoria. Simples assim.
 
Adriano Roberto dos Santos em 20/12/2013 08:25:49
Olha , quer saber, tem algo errado nisso tudo.Que o homem é violento isso não se discute, agora essa mulher so ficou todo esse tempo ai por comodismo, pois tinha como ela sair de la, pois o cara ia trabalhar, e os filhos ia pro colegio. Estranho tudo isso.Bem diferente de outros casos tipo do Noruegues que prendia a filha e das americanas que ficavam mesmo presas.Me parece mais um caso de sensacionalismo.
 
Juarez Delmondes em 20/12/2013 02:32:31
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