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Capital

Falta de medicamentos em UPA da Capital faz sucesso até no Facebook

Por Nícholas Vasconcelos e Viviane Oliveira | 24/04/2013 18:04
Pacientes tentaram buscar anti-inflamatório na farmácia da UPA, sem sucesso. (Foto: Vanderlei Aparecido)
Pacientes tentaram buscar anti-inflamatório na farmácia da UPA, sem sucesso. (Foto: Vanderlei Aparecido)

Os pacientes que buscavam por medicamentos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, em Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (24) eram obrigados a procurar outras unidade de Saúde e farmácias particulares.

Até uma foto começou a circular no Facebook com uma relação de medicamentos em falta na UPA. Na relação aparecem medicamentos em falta em 15 de abril: Bromoprida injetável, dexametasona colírio, diclofenaco injetável, gentamicina colírio, hidrocortisona de 100 miligramas e 500 miligramas injetáveis, ibuprofeno comprimidos, óleo mineral, soro reidratante oral e agulhas para penicilinas.

Hoje o aviso já não estava pregado na parede da unidade de Saúde, mas há falta de anti-inflamatórios e de soro fisiológico.

O marceneiro Robson de Souza, 20 anos, se feriu com uma lixadeira na manhã desta quarta-feira (24). Com ataduras no dedo e na barriga, ele tentava conseguir remédios para a dor e a inflamação causadas pelo acidente de trabalho.

Ele conseguiu cefalexina, para evitar infecção causada por contaminação, mas saiu sem o ibuprofeno e reclamou da demora. “Tive que esperar 2 horas e 20 minutos, além de não ter remédio, demora”, desabafa.

A aposentada Aldinete Alves da Silva, 63 anos, mora no assentamento Itamarati, em Ponta Porã, mas precisou buscar atendimento médico na Capital para tratar dores nas pernas. Ela conseguiu um remédio para infecção de urina, mas também saiu sem o ibuprofeno.

“Vou ter que procurar, o jeito é comprar porque com dor é que não dá para ficar”, reclamou enquanto seguia para a casa do filho, onde está hospedada.

Casal teve de levar filho de 5 meses da UPA do Universitário até posto do Guanandi para raio-x. (Foto: Vanderlei Aparecido)
Casal teve de levar filho de 5 meses da UPA do Universitário até posto do Guanandi para raio-x. (Foto: Vanderlei Aparecido)
Na Facebook, circula uma lista de medicamentos em falta na UPA do Universitário. (Foto: Reprodução)
Na Facebook, circula uma lista de medicamentos em falta na UPA do Universitário. (Foto: Reprodução)

A diarista Ivanice Santana Silva, 36 anos, foi ao posto por volta do 12h para levar o filho de 3 anos, que está com infecção de garganta. Depois da consulta, o médico recomentou xarope, dipirona, ibuprofeno e soro fisiológico para ajudar a descongestionar o nariz do menino. Ivanice foi informada que teria de buscar o ibuprofeno e o soro em outra unidade, já que ali estava em falta.

Para o casal Dienes Pedrosa do Vale, 23 anos, e Ana Carolina Orosco, 21 anos, o problema não foi a falta de medicamentos, mas a dificuldade em fazer um exame de raio-x. Eles foram até a UPA do Universitário com o filho de 5 meses, que está com suspeita de bronquite.

O médico pediu o exame para confirmar qual era a doença, mas foram informados que deveriam seguir até o posto de Saúde do bairro Guanandi, na avenida Manoel da Costa Lima, porque na UPA não há raio-x. Como deixaram de trabalhar, pediram um atestado de comparecimento ao médico, mas foram informados que teriam de fazer o exame e depois retornar até o Universitário para conseguir o documento.

“É um absurdo, além de não ter equipamento, a gente vai ter que voltar aqui de ônibus para pegar o atestado”, questionou Dienes. De acordo ele, funcionários informaram que a UPA até tem um aparelho de raio-x, mas que ele está desativado desde janeiro.

Na semana passada, o Campo Grande News mostrou que na UPA do Coronel Antonino e da Vila Almeida as agulhas estavam em falta e os pacientes não podiam receber injeções. A orientação dada pelos funcionários era de que os pacientes retornassem ao posto em outra oportunidade ou ainda comprassem o utensílio em outro lugar.

A reportagem entrou em contato coma a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), para saber a respeito das reclamações dos pacientes, mas não obteve retorno.

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