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Capital

Família de idoso com câncer se desespera ao não conseguir vaga em CTI

Por Alan Diógenes | 02/06/2015 20:00
Eletricista está entubado em estado grave na UPA Coronel Antonino. (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Eletricista está entubado em estado grave na UPA Coronel Antonino. (Foto: Reprodução/WhatsApp)

A família de Eribaldo Fagundes Malta, 61 anos, internado em estado grave na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino, não sabe mais a quem recorrer para conseguir vaga no CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) em algum hospital de Campo Grande. O paciente tem câncer de pulmão e devido ao frio está com problemas respiratórios.

Conforme o filho do eletricista, o eletrotécnico Ricardo Fagundes, 34, o pai está internado na ala vermelha da unidade de saúde desde sábado (30), sem previsão de transferência. “Esta é a primeira crise que meu pai tem desde quando soube que tinha câncer. Ele está entubado, sedado e os médicos disseram que o caso é grave”, explicou.

Segundo Ricardo, a preocupação dos médicos é que na noite desta terça-feira (2) será necessário instalar a sonda para o paciente se alimentar. O que pode piorar seu estado de saúde. “Ele estava sem alimentação até agora e o medo dos profissionais é que o caso piore depois da instalação da sonda. Ele precisa estar em uma CTI para o tratamento”, comentou.

Os médicos que atendem Eribaldo já fizeram a solicitação de vaga em hospitais da Capital, mas até agora não houve retorno. Ricardo chegou a ir no Hospital do Câncer e na Santa Casa para verificar a disponibilidade de vagas, mas não teve sucesso. “Cada um fala uma coisa. Outros disseram que a falta de vagas é devido à crise na saúde”, mencionou Ricardo.

Apesar de tudo, o eletrotécnico disse que o pai está sendo bem tratado na UPA. “O pessoal tem dado toda a atenção necessária e uma assistente social acompanha o caso. Não tenho do que reclamar, apenas queremos a vaga em CTI de algum hospital”, afirmou Ricardo.

Caso não consiga uma vaga em hospitais da cidade, Ricardo disse que vai recorrer à Justiça. “Espero que o poder público, a prefeitura ou o Governo dê mais atenção para o caso do meu pai e também para os demais. Nas unidades de saúde vemos pessoas precisando de atendimento, sendo que não tem como ser atendida”, finalizou.

Entramos em contato com o secretário municipal de Saúde, Jamal Salém, nesta noite, para obter esclarecimentos sobre o fato, mas as ligações não foram atendidas.

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