Família Kadri vende antiga pedreira e empresa de São Paulo limpa área para obras
O espaço estava à venda desde 2023 e, há cerca de 90 dias, Omar Kadri confirmou a transação
A família Kadri finalmente vendeu a área onde funcionou, durante anos, a antiga pedreira Nasser, ou São Francisco. Localizado quadrilátero formado pelas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser, o local apareceu “limpo” em vídeo nas redes sociais e despertou a curiosidade do campo-grandense.
RESUMO
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A família Kadri vendeu o terreno da antiga pedreira Nasser, em Campo Grande, avaliado em R$ 29 milhões, para um fundo imobiliário de São Paulo. O local, que acumulava problemas de abandono e lixo, está passando por limpeza com retirada de espécies invasoras. O novo proprietário planeja construir torres residenciais no espaço, preservando árvores nativas como jacarandás e coqueiros.
O espaço estava à venda desde 2023, pelo menos. O Campo Grande News fez várias matérias ao longo dos anos sobre a situação do terreno, que apresentava abandono, lixo e dor de cabeça para quem convive próximo. Em novembro do ano passado, por exemplo, moradores reclamaram à reportagem sobre o abandono da área, falta de limpeza e calçadas esburacadas. Além disso, havia denúncia de que a população jogava animais mortos no terreno e o cheiro ficava insuportável.
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A área chegou a ter projeto da Construtora Santa Clara logo após ficar inativa, na década de 80. A ideia era levantar quatro torres de apartamentos com um centro de atividade no meio do terreno. Porém, a empreiteira faliu e nada foi feito.
Ainda em 2023, três empresas chegaram a demonstrar interesse pela pedreira, mas o dono, empresário Mafuci Kadri, queria o valor exclusivamente em dinheiro, sem permuta. Filho dele, o advogado Omar Kadri, informou que por sigilo de contrato, não pode informar qual empresa de fundo imobiliário de São Paulo comprou o terreno, avaliado em R$ 29 milhões, há cerca de 90 dias.
Obras - Shin Ho Rezende, engenheiro ambiental responsável, inicialmente, pelas obras de limpeza e retirada de espécies invasoras, reafirmou que grupo paulista comprou a área, mas também não citou nomes.
Ele disse que, a princípio, serão retiradas todas as leucenas da área, espécies hoje proibidas em Campo Grande, e mantidas as demais árvores. "Quem observar o local vai perceber que nenhuma outra espécie está sendo derrubada. As árvores nativas estão sendo preservadas. Temos jacarandás, coqueiros e outros arbustos que estão sendo mantidos. O objetivo aqui é erradicar apenas as leucenas", sustentou.
Disse ainda que se especula que o novo proprietário pretenda construir torres de apartamentos ali, mantendo o perfil residencial da área. "Já estamos trabalhando no local há cerca de 25 dias e acredito que, em mais cinco dias, conseguiremos concluir e entregar o trabalho", comentou.
Confira a galeria de imagens:
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