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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

12/08/2017 17:32

Familiares e amigos de Kauan param Afonso Pena pedindo por Justiça

Rafael Ribeiro e Nyelder Rodrigues
Manifestantes pararam o trânsito na principal via da Capital e tiveram o apoio dos motoristas (Foto: Nyelder Rodrigues)Manifestantes pararam o trânsito na principal via da Capital e tiveram o apoio dos motoristas (Foto: Nyelder Rodrigues)

Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos, fizeram na tarde deste sábado (12) uma manifestação pedindo que a Polícia Civil e os Bombeiros retomem as buscas pelo corpo do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, provavelmente morto no dia 26 de junho, última vez em que foi visto.

Apesar da detenção de um suspeito pelo crime, o professor Deivid de Almeida Lopes, 38, e um adolescente, de 14, que disse testemunhar o momento em que o corpo foi descartado, as buscas foram encerradas após sete dias no início do mês no Rio Anhanduí (zona sul de Campo Grande) por falta de evidências.

Por conta disso, os manifestantes decidiram agir. “Esse corpo tem que aparecer”, definiu Maria José Rainche, amigo da família do Kauan e uma das organizadoras do protesto.


“O protesto na verdade não é só por ele (Kauan) apenas. É geral. Não podemos parar com a luta contra a violência em Campo Grande”, destacou Maria.


A mãe de Kauan, Janete dos Santos Andrade, 35, esteve bastante emocionada no ponto escolhido para o protesto, a esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua Pedro Celestino (região central). Esteve acompanhada de outras vítimas da brutalidade, como a mãe da musicista Mayara Amaral, 27, morta também no final do mês, Ilda Cardoso, 50.


“Esses dois meses estão muito difíceis de suportar. O Kauan faz muita falta. Na família um está ajudando o outro para conseguir suportar”, disse Janete. “Pode ter dez crianças ali, mas ele sempre vai fazer falta.”


“Eu não como, não bebo, não durmo”, definiu Janete sobre a falta de informações a respeito do filho. “Quero ter o direito básico de enterrar ele.”


Pacífico, o protesto durou cerca de uma hora e meia. As pessoas ocuparam a faixa de pedestres e iam liberando o tráfego paliativamente. Gerou lentidão, mas a maioria dos motoristas se mostrou solidário buzinando e gritando por justiça da janela de seus veículos.




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