Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas
Eucaliptos antigos e espécies ocas e doentes foram retirados na semana passada
O Horto Florestal de Campo Grande não abre os portões para visitantes há mais de um ano. Após um longo período de interdição justificado pelos riscos de quedas de árvores e pela estrutura comprometida, uma parceria com a Fecomércio/MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul) foi firmada com a prefeitura para uma reforma avaliada em R$ 3,5 milhões.
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O Horto Florestal de Campo Grande, fechado há mais de um ano, passa por reforma de R$ 3,5 milhões em parceria com a Fecomércio/MS. Cerca de 100 árvores doentes foram removidas, a maioria eucaliptos, e serão repostas pelo Viveiro Municipal. O espaço histórico, fundado em 1913, foi o primeiro viveiro da cidade e tornou-se parque público em 1923. A previsão é de que o local volte a receber visitantes após as obras.
A primeira etapa começou no início de março, com um mutirão de limpeza. A faxina continua e, na semana passada, houve a remoção de cerca de 100 árvores, algumas do tamanho de um prédio.
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Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Valdir Gomes acompanha o avanço da reforma e explicou nesta quarta-feira (15) que todas as avaliações técnicas necessárias foram feitas para certificar que não havia mais solução para salvar as espécies. "Foi tudo catalogado. São árvores que você cortava e via que estavam ocas. Estavam doentes", afirmou.
Valdir garantiu que todas serão repostas pela prefeitura. "Haverá um replantio com árvores do Viveiro Municipal, que a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) vai fazer", disse.
O presidente da Fundação afirmou ainda que a maior parte das árvores derrubadas era eucalipto. "Acho que 90%. Mas estavam numa situação ruim, tanto é que havia várias outras caindo mesmo sem ser em dia de chuva, vento. Caíam 'sozinhas', esse trabalho foi necessário", finalizou.
Em nota, a pasta afirmou que foram removidos por volta de 90 exemplares "de tamanhos e espécies variadas, sendo algumas delas já mortas ou com plantio irregular tanto no interior do horto quanto nas calçadas em seu entorno". As espécies replantadas serão nativas e seguirão um projeto elaborado em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) que "encontra-se em fase de ajustes".
Passado do Horto - O espaço que hoje vai receber mudas de um viveiro já foi ele próprio o primeiro viveiro que Campo Grande teve. Quando a cidade pertencia ao estado do Mato Grosso, ele contribuiu até para arborizar a então capital, Cuiabá.
No passado, o Horto Florestal era conhecido como Matadouro Municipal ou Salgadeira, pois ali se salgava couro de gado antes do envio dessa mercadoria por trem até o estado de São Paulo.
Em 1913, tornou-se uma reserva ambiental por estar localizado às margens do Córrego Segredo e possuir características próprias de vegetação. Esse marco ocorreu anteriormente ao reconhecimento de Campo Grande como cidade.
Ele virou um parque público em 1923. Em 1956, passou a receber os cuidados de Antônio de Albuquerque, antigo funcionário da prefeitura.
Na década de 1980, deixou de ser viveiro e ganhou um teatro de arena, um setor administrativo e um restaurante. Uma reforma foi iniciada em 1993 e concluída em 1995, ampliando a estrutura.
Matéria editada às 12h20 para acréscimo de retorno da Semades.
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