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Capital

Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas

Eucaliptos antigos e espécies ocas e doentes foram retirados na semana passada

Por Cassia Modena | 15/04/2026 10:11
Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas
Só sobraram os tocos de árvores que precisaram ser removidas (Foto: Osmar Veiga)

O Horto Florestal de Campo Grande não abre os portões para visitantes há mais de um ano. Após um longo período de interdição justificado pelos riscos de quedas de árvores e pela estrutura comprometida, uma parceria com a Fecomércio/MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul) foi firmada com a prefeitura para uma reforma avaliada em R$ 3,5 milhões.

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O Horto Florestal de Campo Grande, fechado há mais de um ano, passa por reforma de R$ 3,5 milhões em parceria com a Fecomércio/MS. Cerca de 100 árvores doentes foram removidas, a maioria eucaliptos, e serão repostas pelo Viveiro Municipal. O espaço histórico, fundado em 1913, foi o primeiro viveiro da cidade e tornou-se parque público em 1923. A previsão é de que o local volte a receber visitantes após as obras.

A primeira etapa começou no início de março, com um mutirão de limpeza. A faxina continua e, na semana passada, houve a remoção de cerca de 100 árvores, algumas do tamanho de um prédio.

Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Valdir Gomes acompanha o avanço da reforma e explicou nesta quarta-feira (15) que todas as avaliações técnicas necessárias foram feitas para certificar que não havia mais solução para salvar as espécies. "Foi tudo catalogado. São árvores que você cortava e via que estavam ocas. Estavam doentes", afirmou.

Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas
Árvores enormes continuam de pé no espaço (Foto: Osmar Veiga)

Valdir garantiu que todas serão repostas pela prefeitura. "Haverá um replantio com árvores do Viveiro Municipal, que a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) vai fazer", disse.

O presidente da Fundação afirmou ainda que a maior parte das árvores derrubadas era eucalipto. "Acho que 90%. Mas estavam numa situação ruim, tanto é que havia várias outras caindo mesmo sem ser em dia de chuva, vento. Caíam 'sozinhas', esse trabalho foi necessário", finalizou.

Em nota, a pasta afirmou que foram removidos por volta de 90 exemplares "de tamanhos e espécies variadas, sendo algumas delas já mortas ou com plantio irregular tanto no interior do horto quanto nas calçadas em seu entorno". As espécies replantadas serão nativas e seguirão um projeto elaborado em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) que "encontra-se em fase de ajustes".

Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas
Telhado de estrutura para jogos ficou deteriorado, após anos de abandono (Foto: Osmar Veiga)


Passado do Horto - O espaço que hoje vai receber mudas de um viveiro já foi ele próprio o primeiro viveiro que Campo Grande teve. Quando a cidade pertencia ao estado do Mato Grosso, ele contribuiu até para arborizar a então capital, Cuiabá.

No passado, o Horto Florestal era conhecido como Matadouro Municipal ou Salgadeira, pois ali se salgava couro de gado antes do envio dessa mercadoria por trem até o estado de São Paulo.

Em 1913, tornou-se uma reserva ambiental por estar localizado às margens do Córrego Segredo e possuir características próprias de vegetação. Esse marco ocorreu anteriormente ao reconhecimento de Campo Grande como cidade.

Fechado para reforma, Horto Florestal tem cerca de 100 árvores cortadas
Como está uma das fachadas do Horto Florestal, hoje (Foto: Osmar Veiga)

Ele virou um parque público em 1923. Em 1956, passou a receber os cuidados de Antônio de Albuquerque, antigo funcionário da prefeitura.

Na década de 1980, deixou de ser viveiro e ganhou um teatro de arena, um setor administrativo e um restaurante. Uma reforma foi iniciada em 1993 e concluída em 1995, ampliando a estrutura.

Matéria editada às 12h20 para acréscimo de retorno da Semades.

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