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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/01/2013 22:15

Fechamento de escola do CNEC mobiliza pais, MP e deputados

Nyelder Rodrigues
Várias conversaram sobre a situação, entre elas o promotor Sérgio Harfouche (em pé) e o deputado federal Edson Giroto e o deputado estadual Pedro Kemp  (Foto: João Garrigó)Várias conversaram sobre a situação, entre elas o promotor Sérgio Harfouche (em pé) e o deputado federal Edson Giroto e o deputado estadual Pedro Kemp (Foto: João Garrigó)

O inesperado fechamento do colégio da CNEC (Campanha Nacional de Escolas da Comunidade) em Campo Grande, a Escola Oliva Enciso, reuniu pais de alunos, professores, Ministério Público e deputados nesta quinta-feira (10).

No último dia 22 de dezembro, foi anunciado o fechamento da escola, deixando os pais dos alunos com curto prazo para procurar outro colégio, e demitindo 50 professores.

A decisão partiu da direção nacional da CNEC, que há dois anos começou uma reforma administrativa que diminuiu a autonomia da escola em Campo Grande. Os pais de alunos reclamam que o colégio perdeu princípios sócio-educativos e ganhou um modelo empresarial.

O prédio onde funcionava a escola, na avenida Afonso Pena, esquina com a rua 25 de Dezembro, foi comprado por R$ 11 milhões pela Fecomércio-MS, e será usado possivelmente para a ampliação do Sesc Camilo Boni.

Além disso, o colégio apresentava problemas financeiros, com a evasão de alunos, tendo até salas abertas com quantidade de alunos inferior ao mínimo recomendado pela direção nacional.

Participaram da reunião o deputado federal Edson Giroto (PMDB), o deputado estadual Pedro Kemp (PT), que também é pai de ex-alunos, o promotor público Sérgio Harfouche, além de professores e pais de alunos.

Entre os pais, está José Roberto Pereira. Ele conta que o objetivo é discutir o encerramento das atividades da CNEC na Capital. “Queremos que permaneça aqui, que não seja vendido o prédio e levado o dinheiro para fora. Tem que ser criado outro prédio”, argumenta.

Várias propostas foram apresentadas durante o encontro, entre elas, a de que haja um terreno seja oferecido à CNEC e ali construída a nova sede. Para atrair os antigos e novos alunos, foi sugerida a política de descontos e empenho dos pais que permanecem no colégio em recuperar alunos.

A venda do imóvel também foi contestada, já que foi doado à CNEC. Foi cogitada a possibilidade de revogação da doação, e também o tombamento do prédio como patrimônio histórico do município.

José Roberto Pereira é pai de aluno e afirma que objetivo é manter colégio da CNEC na Capital (Foto: João Garrigó)José Roberto Pereira é pai de aluno e afirma que objetivo é manter colégio da CNEC na Capital (Foto: João Garrigó)

Durante a reunião, o promotor Sérgio Harfouche entrou em contato com o Conselho Estadual de Educação, que afirmou não ter recebido ainda nenhum pedido de fechamento do colégio. Também no decorrer do encontro, o deputado federal Giroto entrou em contato com o diretor-presidente nacional da CNEC, Alexandre José dos Santos.

O diretor-presidente nacional garantiu à Giroto que vai conversar, em Brasília ou Campo Grande, com o grupo para discutir a continuidade da CNEC na cidade. Giroto também garantiu que vai intermediar as negociações com o governo estadual para viabilizar um novo local para a escola manter as atividades, caso seja necessário.

Uma ata da reunião foi criada e assinada pelos presentes, sendo escolhidos os representantes que vão formar a comissão que encabeçará as conversar com a direção nacional da CNEC.



Infelizmente essa não é só uma realidade de Campo Grande, mas as escolas aqui do Rio de Janeiro também estão sofrendo com esse novo modelo de gestão que só visa dinheiro e perde seus princípios como instituição filantrópica, diminuindo a cada dia a concessão de bolsas de estudos, sem processo aberto desde 2010, apenas com renovação, não dando a outras crianças o direito de poder estudar nas escolas. E o pior, ao invés de aumentar o atendimento, estão diminuindo drasticamente. Quem será que poderá fazer algo???? O Rio de Janeiro na pessoa de pais, alunos e colaboradores clamam por socorro.
 
Ana Maura em 15/01/2013 20:49:47
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