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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/06/2015 19:10

Fetems decide pelo fim da greve e retorno às aulas será na segunda

Alan Diógenes e Antonio Marques
Assembleia com cerca de 300 profissionais decidiu por fim à greve. (Foto: Assembleia com cerca de 300 profissionais decidiu por fim à greve. (Foto:

Em assembleia realizada no início da noite desta quarta-feira (3), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), 58 dos 73 sindicatos municipais filiados decidiram por fim à greve na rede estadual de ensino, que já durava 8 dias. Desta forma, os profissionais retornam as atividades na segunda-feira (8).

Conforme o presidente da Fetems, Roberto Magno Botarelli Cesar, 14 sindicatos votaram pela manutenção da greve, a ACP/Sindicato de Campo Grande, além das entidades de Amambai, Anastácio, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Batayporã, Caarapó, Corguinho, Deodápolis, Dourados, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas. Apenas o sindicato de Nioque não informou sua posição.

Os professores e funcionários administrativos aceitaram a proposta apresentada na Audiência de Conciliação no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que aconteceu na manhã dessa terça-feira, (2). Com a votação de agora à noite, a direção da Fetems vai encaminhar a posição ao Tribunal comunicando o fim da paralisação.

Na tarde de ontem, também houve uma reunião com o Governo, e a categoria conseguiu negociar que o ponto dos grevistas não serão cortados, ficando o compromisso dos professores e administrativos reporem as aulas, conforme o calendário escolar de cada unidade.

Vejam abaixo os sete pontos apresentados no Termo de Conciliação do TJ/MS, que foram avaliados pelos trabalhadores em educação para por fim à greve.

1 - Repasse do reajuste anual do piso nacional dos professores, a cada mês de janeiro, mais 4,37% em outubro, até 2021, para professores de 20h semanais (nível 1, classe A). Assim, eles receberão 100% do piso nacional a partir de 2021, dobrando o valor do piso de 40h;

2 – Discutir a antecipação da data base dos funcionários administrativos da educação, do mês de maio para janeiro, em conjunto com as demais entidades sindicais;

3 – Pagamento da diferença da hora-atividade de 2013 (quando os professores deveriam cumprir 33% e cumpriram somente 25%), a partir de janeiro de 2016, somente para professores que estavam em sala de aula naquele ano;

4 – Prorrogação do concurso público do magistério (finaliza no próximo dia 13 de junho);

5 – Convocação de 500 professores aprovados no último concurso em julho e mais 500, em janeiro de 2016;

6 – Garantir que o funcionário administrativo, com nível superior, possa ser eleito diretor de escola;

7 – Permitir que as escolas de tempo integral realizem eleições diretas para diretor.

Outro ponto importante discutido durante a assembleia com cerca de 300 profissionais, foi a decisão da Fetems em recorrer à Justiça para ter o reajuste salarial dos funcionários administrativos da educação. A diretora de relações internacionais da (CNTE) Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Fatíma Silva, também participou da assembleia.

Adesão - Levantamento feito pelo governo do Estado apontou que apenas 37% dos professores do interior estavam em greve. Na Capital, o número é maior, cerca de 65% dos trabalhadores aderiram à paralisação, que chegou nesta quarta-feira (3), ao oitavo dia.

Já a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), disse que a adesão foi de 80%.
De acordo com a assessoria do governo do Estado, no interior 118 escolas funcionaram normalmente, cerca de 40% do total; 89 escolas pararam as atividades, e em outras 69, a paralisação foi parcial. Também teriam 19 estabelecimentos de ensino que estariam decidindo a adesão e não informaram a situação.

Em todo o estado são 279 mil alunos na rede estadual de ensino, distribuídos em 362 escolas, com cerca de 20 mil professores e 6.200 funcionários administrativos



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