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Capital

Fiems também vai participar de audiência sobre decreto de lockdown na Capital

Sessão de conciliação está marcada para amanhã (06) às 13h30

Por Adriano Fernandes | 06/08/2020 21:24
Prédio da Fiems na Afonso Pena, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis) 
Prédio da Fiems na Afonso Pena, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) também vai participar da audiência de conciliação que vai discutir a possível adoção do lockdown, em Campo Grande, nesta sexta-feira (06). A instituição conseguiu autorização para ingressar na ação civil pública que pede o fechamento do comércio, e que lhe garante, não só a possibilidade de estar presente e poder se manifestar durante a sessão, como também  ficar a par de todos os atos do processo.

“A nossa intenção é mostrar dentro do processo que a indústria vem cumprindo o seu papel com todos os protocolos de segurança”, declarou o presidente da Fiems, Sérgio Longen em nota. A audiência, que está marcada para às 13h30 de amanhã (07) ocorre no âmbito da ação civil púbica ajuizada pela Defensoria para solicitar um decreto de lockdown, devido ao número crescente de mortes e casos da covid-19, na Capital.

Apesar da pandemia, Longen pontuou que um decreto de paralisação total neste momento pode comprometer a retomada da economia, em Campo Grande e até mesmo o abastecimento de produtos nos supermercados e atacadistas do Estado.

“No início da pandemia, registrou-se até uma corrida a esses estabelecimentos por parte de pessoas preocupadas com um possível desabastecimento. Porém, graças aos esforços do setor industrial, não teve falta de alimentos nas gôndolas e a população acabou compreendendo isso, recuando com a busca desenfreada por produtos alimentícios”, ressaltou Sérgio Longen. Segundo ele a participação da Fiems no processo judicial tem como objetivo mostrar que a indústria de Mato Grosso do Sul vem produzindo com segurança.

A audiência de concilicação desta sexta-feira foi convocada pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital. Na reunião, estarão representantes da prefeitura, da Defensoria Pública, além de Ministério Público Estadual e da Junta Comercial de Campo Grande.