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Capital

Filho da presidente do TRE preso com drogas era investigado há dois meses

Por Rafael Ribeiro | 10/04/2017 12:16
Jeep Renegade apreendido foi uma das chaves para investigações da PF sobre empresário (Fotos: Divulgação/PFR)
Jeep Renegade apreendido foi uma das chaves para investigações da PF sobre empresário (Fotos: Divulgação/PFR)
Pistola de uso restrito apreendida com Borges em fevereiro: início das investigações das atividades ilícitas
Pistola de uso restrito apreendida com Borges em fevereiro: início das investigações das atividades ilícitas
Munições apreendidas com Borges, a namorada e seu funcionário: empresário tinha serralheria e metalúrgica
Munições apreendidas com Borges, a namorada e seu funcionário: empresário tinha serralheria e metalúrgica

A prisão do empresário Breno Fernando Solon Borges, 37 anos, filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, ocorrida na madrugada de sábado (8), é consequência de investigação aberta no começo deste ano pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Ele foi preso em flagrante junto da mulher e um funcionário de sua serralheria. Eles transportavam drogas e munição pesada, sendo flagrados na BR-262 em Água Clara, a 198km de Campo Grande.

Borges foi preso em um Jeep Renegade vermelho, onde estava com a sua mulher, de 18 anos, e que carregava o reboque com uma moto onde estavam escondidos 51,7 kg de maconha em um fundo falso.

O funcionário, de 26, dirigia a caminhonete Ford F-250 XLT branca, onde estavam escondidos 78,2 kg da droga e 199 munições calibre 7,62, usadas em fuzis, e 71 munições calibre 9 mm. Todas são de uso restrito no País.

O Jeep Renegade do empresário é o mesmo veículo que ele usava quando foi detido durante a Operação Carnaval da PRF, em fevereiro, no km 454 da BR-163, vindo de São Paulo, portando uma pistola 9mm municiada.


Borges na ocasião foi conduzido à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da região central, foi indiciado por porte ilegal de arma e liberado para responder o processo em liberdade após pagar fiança.


Mesmo assim, a arma chamou a atenção da PF, que durante os dois últimos meses apurou que a Renegade seria a responsável por levar principalmente maconha e munição restrita de Mato Grosso do Sul, provavelmente obtidos no Paraguai, para o interior paulista, na região de Itapira.


Segundo apurou o Campo Grande News, filmagens da estrada apontaram que sempre a caminhonete era filmada indo para São Paulo carregando um reboque. Mas voltava sozinha depois.

Além disso, a numeração de série de munições 9 milímetros apreendida com traficantes paulistas batia com a da arma apreendida com Borges.

Fundo falso de reboque de motos era o método usado pelo acusado para traficar maconha para SP
Fundo falso de reboque de motos era o método usado pelo acusado para traficar maconha para SP

Com a informação de que um novo carregamento estava sendo levado para São Paulo, foi montada a operação com o apoio da PRF, que deteve o empresário e os outros dois no km 141 da BR-262.

O trio foi levado para a Delegacia da PF em Três Lagoas, onde a prisão foi registrada. Borges, dono de metalúrgicas e serralherias na Capital e outros estados, como Paraná e Santa Catarina, não revelou a origem do armamento e das drogas e nem dos supostos compradores.

Ainda tentou usar o nome da mãe para não ser indiciado. A reportagem não conseguiu contato com sua defesa até a conclusão desta reportagem.

Sua namorada e o funcionário alegaram em depoimento que não sabiam do material ilícito e que foram informados pelo empresário de que levariam a moto para uma competição de motocross na cidade paulista.

Todos os três foram levados ao presídio de Três Lagoas, onde ficarão à disposição da Justiça, respondendo por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e tráfico de armas de fogo de uso restrito. As investigações devem continuar para descobrir mais integrantes da quadrilha.

Por meio da assessoria do Tribunal de Justiça do Estado, a desembargadora Tânia disse que não se manifestaria sobre o assunto. O TER não se posicionou até a conclusão desta reportagem. Amigos dela informaram o Campo Grande News que ela bastante abalada com a notícia.

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