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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

09/04/2019 19:40

Filho de capitão da PM foi baleado em atentado e chegou morto ao hospital

Adriano Fernandes
Camionete S10 foi crivada de balas enquanto as vítimas chegavam em sua residência. (Foto: Direto das Ruas) Camionete S10 foi crivada de balas enquanto as vítimas chegavam em sua residência. (Foto: Direto das Ruas)
Camionete ficou marcada por mãos ensanguentadas. (Foto: Divulgação)Camionete ficou marcada por mãos ensanguentadas. (Foto: Divulgação)

Atentado na noite desta terça-feira, em Campo Grande, matou Matheus Xavier, de 20 anos. Ele foi levado para a Santa Casa pelo próprio pai, o capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Teixeira Xavier, mas não sobreviveu.

Pai e filho, chegavam na residência da família, na Rua Antônio da Silva Vendas, em uma camionete S10, por volta de 19 horas, quando foram surpreendido por atirados, aparentemente armados com fuzis. O veículo foi crivado de balas e os suspeitos fugiram logo em seguida.

Desesperado, o policial seguiu com a vítima para a Santa Casa de Campo Grande. No trajeto ele ainda abordou uma equipe do Corpo de Bombeiros no cruzamento da Rua 13 de Junho com a Avenida Mato Grosso, no Centro, mas a vítima chegou ao hospital sem vida. A Santa Casa ainda não divulgou a quantidade de tiros que atingiram o rapaz.

Homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Garras, da Polícia Civil, foram acionados para buscas pelos pistoleiros. Segundo testemunhas, os atiradores estavam em um veículo Up branco.

Jogatina - Paulo Roberto Teixeira Xavier foi preso em 2009, durante Operação Las Vegas, realizada pela Polícia Federal e Polícia Militar. A ação foi resultado de investigação sobre jogatina, com exploração de caça-níqueis em Mato Grosso do Sul, e ramificações na Bolívia. Acabou condenado a 7 anos de prisão regime fechado por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial, o que é proibido para oficial e corrupção passiva. 

Em 2011 ele conseguiu Habeas Corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) e 4 anos depois foi preso no Maranhão, por porte ilegal de armas. Em 2017 ele acabou reformado pela PM.

Ele era apontado como responsável pela logística e segurança da organização que explorava máquinas máquinas de jogo de azar, liderada por Sérgio Roberto de Carvalho, outromajor da PM, que já havia sido condenado por tráfico de drogas e foi expulso da PM.

A quadrilha integrada pelos dois oficiais foi desmantelada e com o grupo foram apreendidos 18 veículos, um avião, 97 máquinas de caça níqueis, R$ 77 mil, US$ 1,7 mil, computadores e notebooks. A investigação teve início após denúncia anônima.

 

Tiro de fuzil atingiu vidros e funilaria do veículo. (Foto: Divulgação)Tiro de fuzil atingiu vidros e funilaria do veículo. (Foto: Divulgação)
Veículo estacionado depois do atentado. (Foto: Divulgação)Veículo estacionado depois do atentado. (Foto: Divulgação)


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