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Capital

Filho encontrou os corpos após pai assassinar a mãe e tirar a própria vida

Conforme a delegada plantonista, Therezinha Nantes tentou escapar das agressões do marido antes de ser morta

Por Clara Farias e Inez Nazira | 27/07/2026 14:33
Filho encontrou os corpos após pai assassinar a mãe e tirar a própria vida
Corpos de Therezinha Nantes e Joel Escocio são colocados juntos em veículo da funerária (Foto: Maya Severino)

O filho de Therezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, foi quem encontrou a mãe e o pai mortos dentro da residência da família, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande, no início da tarde desta segunda-feira (27). Segundo a delegada plantonista da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Larissa Serpa, ele acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que apenas constatou os óbitos. Joel Escocio Carvalho, de 59 anos, matou a esposa a facadas e, em seguida, tirou a própria vida. O caso é o 16º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.

RESUMO

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Therezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, foi morta a facadas pelo marido, Joel Escocio Carvalho, de 59, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande. A vítima apresentava marcas de defesa e havia manifestado à família o desejo de se separar após mais de 30 anos de casamento. Joel enviou mensagens de áudio ao filho antes do crime e teria usado a mesma faca para tirar a própria vida. O caso é o 16º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2024.

Conforme a delegada, não havia registros de violência doméstica envolvendo o casal, nem medidas protetivas de urgência em favor da vítima antes do assassinato. Os corpos foram encontrados próximos um do outro. De acordo com a delegada, o cenário encontrado pela perícia indica que Therezinha tentou escapar das agressões.

 "Houve um embate, provavelmente uma tentativa da vítima de se desvencilhar. Ela apresenta algumas marcas que, tipicamente, identificamos como marcas de defesa", explicou.

Familiares relataram aos investigadores que Therezinha pretendia se separar do marido. Segundo Larissa, o desejo de encerrar o relacionamento era conhecido pela família, mas encontrava resistência por parte de Joel.

Filho encontrou os corpos após pai assassinar a mãe e tirar a própria vida
Joel Escocio Carvalho e Therezinha Nantes de Arruda, sentados sob uma árvore. Segundo a delegada, o casal estava junto havia mais de 30 anos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

"Essa vítima já havia manifestado para a família que desejava se separar e havia uma espécie de resistência por parte do autor em encerrar esse relacionamento, embora houvesse esse desejo dela", disse.

Ainda conforme a delegada, antes do crime Joel encaminhou mensagens de áudio para um dos filhos. Nas gravações, ele não chegou a afirmar que havia matado a esposa, mas fez referências a uma tragédia.

"Ele não fala isso de maneira expressa. Havia essa divergência entre o casal sobre a separação. Ele anuncia alguma forma de tragédia, mas não diz exatamente o que aconteceria", detalhou.

Este é o 16º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. O último caso foi registrado em 17 de julho, no município de Nioaque, a cerca de 185 quilômetros de Campo Grande, quando Antonio Marcos da Silva matou Rosenida de Oliveira Candelário, de 48 anos e em seguida, matou o conhecido Reginaldo Messias Bispo.

Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.

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Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.