Fingindo ser criança, estelionatária é presa em abrigo da Capital
Amanda alegou que o pai tinha dado hormônios para ela, com a finalidade de "parecer mais velha"
A estelionatária Amanda Maria Souza Oliveira, de 34 anos, foi presa na tarde desta sexta-feira (3), na Capital. Ela estava fingindo ser uma adolescente de 13 anos ao dar entrada na unidade de acolhimento institucional para menores situada no Bairro Vilas Boas.
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Mulher de 34 anos foi presa em Campo Grande após fingir ser uma adolescente de 13 anos para ser acolhida em abrigo para menores. Amanda Maria Souza Oliveira, que se identificou como Gabrielly dos Santos, foi autuada por falsa identidade. Com histórico de crimes similares no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, ela alegou ser andarilha e sofrer de transtornos mentais.
Conforme apurado pela reportagem, a equipe de acolhimento recebeu a mulher que alegou ser Gabrielly dos Santos, nascida em Feira de Santana (BA), no início da tarde. No entanto, ela não sabia informar como havia chegado até a cidade sul-mato-grossense e não possuía documentos pessoais.
Em uma busca rápida em portais de notícia, os funcionários encontraram casos similares relacionados a Amanda. Diante da desconfiança, a mulher foi encaminhada para a Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário e Centro Especializado de Polícia Integrada), onde foi ouvida e identificada.
No seu depoimento, Amanda relatou que é andarilha e sofre de transtornos mentais. Em uma viagem recente, recebeu ajuda de um casal que a deixou na Casa da Mulher Brasileira no dia 14 de outubro, após ela dizer que seria menor de idade. Na unidade, o Conselho Tutelar foi acionado, fazendo o encaminhamento até o abrigo.
Para o Campo Grande News, o delegado Daniel Luz da Silva disse que Amanda não cometeu crimes de estelionato na cidade, mas que ela será autuada por falsa identidade. "Ela não preencheu nada, ou apresentou documentos falsos, só disse ser quem não é".
Histórico - Em julho deste ano, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Amanda, que dizia ter sido vítima de rituais de bruxaria, cárcere privado, maus-tratos e prostituição infantil. Segundo o jornal O Dia, a mulher alegava que o pai tinha dado hormônios para ela, com a finalidade de parecer mais velha para poder se prostituir em São Paulo (SP).
Na cidade carioca, a andarilha procurou um projeto social. Com a denúncia dos supostos crimes sofridos por Amanda, os agentes entraram em contato com a Polícia Civil de São Paulo e descobriram que, na verdade, a menina era uma mulher que respondia por falsidade ideológica. Além da cidade paulista, ela possui passagens por crimes similares em Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, Amanda possuía diversas agulhas no corpo para dar "credibilidade ao golpe". Em Nova Iguaçu (RJ), a parlamentar chegou a alugar e montar uma casa em favor da "vítima". No dia da prisão, a polícia foi até o apartamento porque, supostamente, a menina tinha autismo. Quando entrou, ela tentou fugir, mas os agentes a acalmaram, a encaminharam à delegacia, a ouviram e a liberaram.



