Campo Grande confirma 11º caso de raiva em morcegos neste ano
Capital iguala total de registros de 2025
Campo Grande confirmou, nesta segunda-feira (20), o 11º caso de raiva em morcegos neste ano, igualando o total registrado ao longo de todo 2025. O animal foi recolhido na região da Vila Nasser, teve resultado positivo para o vírus após análise laboratorial e levou o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a reforçar as orientações de prevenção à população.
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Segundo a prefeitura, o morcego foi encontrado no perímetro urbano e encaminhado para exames, que confirmaram a infecção. Apesar do aumento das ocorrências, o município afirma que o cenário não é considerado alarmante, mas exige vigilância contínua e cuidados para evitar a transmissão da doença.
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Além da Vila Nasser, os outros casos deste ano foram registrados nos bairros Vivendas do Bosque, Centro, com três ocorrências, Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Francisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.
A principal recomendação do CCZ é manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia. Embora a maioria das espécies de morcegos encontradas na Capital se alimente de frutos ou insetos e não represente risco em condições normais, alguns animais podem portar o vírus e transmiti-lo a outros mamíferos, incluindo pessoas.
O último caso de raiva humana em Campo Grande foi registrado em 1968. Em Mato Grosso do Sul, a ocorrência mais recente aconteceu em 2015, em Corumbá.
A orientação é que moradores não toquem em morcegos encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou pendurados em locais baixos. Nesses casos, o recomendado é isolar o animal, impedindo o contato de pessoas e animais domésticos, e acionar o CCZ para fazer o recolhimento.
Em caso de contato direto com um morcego suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e, se necessário, iniciar o protocolo de prevenção contra a raiva.


