Brô MC’s leva rap indígena de MS ao novo álbum de Anitta
Grupo participa de “OKE” com Katú Mirim; faixa chega às plataformas na quinta (23)

Depois de "demarcar" o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), subir ao palco Mundo do Rock in Rio e levar o rap indígena de Dourados a eventos como Grammy Latino, G20 e Global Citizen Festival, o Brô MC's alcançou mais um marco na carreira ao integrar a lista de artistas convidados no "EQUILIBRIVM II", novo álbum da cantora carioca Anitta, que será lançado na quinta-feira (23), nas plataformas digitais.
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O grupo Brô MC's, pioneiro no rap indígena brasileiro, integra o novo álbum de Anitta, "EQUILIBRIVM II", com lançamento previsto para quinta-feira (23). O coletivo participa da faixa "OKE" ao lado da rapper Katú Mirim. Formado em 2009 por artistas guarani e kaiowá de Dourados, o grupo celebra a parceria como avanço para a representatividade indígena na música brasileira.
O grupo participa de "OKE", última faixa do disco, ao lado da rapper indígena Katú Mirim. A música encerra o projeto que reúne nomes como Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart'nália, Mestrinho, Alexandre Carlo, MC Tha e Grupo Ofá, conforme a lista divulgada pela cantora nesta segunda-feira (20).
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Formado em 2009 por artistas guarani e kaiowá das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, o Brô MC's construiu a carreira unindo rap, português e guarani para falar sobre identidade, cultura e a realidade dos povos indígenas. O coletivo é reconhecido como o primeiro grupo de rap indígena do País.
Além da gravação da música, os integrantes participaram das filmagens do videoclipe de "OKE" ao lado de representantes de diferentes povos indígenas. Segundo o grupo, o encontro reuniu artistas de várias etnias em uma produção voltada à valorização da diversidade cultural brasileira.
CH MC afirma que a participação representa uma oportunidade de ampliar a presença indígena na música. "Ter um artista desse tamanho abrindo espaço para os povos indígenas é muito importante. Isso valoriza nossa cultura, fortalece nossa identidade e mostra que nós também fazemos parte da música brasileira."
Bruno VN diz que a parceria pode abrir caminho para novos artistas indígenas. "Espero que essa música fortaleça a luta do nosso povo Guarani Kaiowá e inspire outros artistas indígenas."
Kelvin Mbaretê destaca que a gravação do videoclipe reuniu representantes de diferentes povos em um mesmo projeto. "Cada um levou sua identidade, sua história, sua arte e sua força. Esse trabalho ajuda a combater preconceitos e fortalece a representatividade indígena."
Para Clemerson Batista, a canção aproxima diferentes ancestralidades. "Mostrar para o mundo que o povo Guarani Kaiowá está presente nesse projeto nos deixa muito felizes."

