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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/08/2012 10:42

Fiscais agropecuários distribuem 2 mil litros de leite como forma de protesto

Paula Vitorino
Fiscais estão distribuindo as caixas de leite em frente à Praça do Rádio. (Foto: Paula Vitorino)Fiscais estão distribuindo as caixas de leite em frente à Praça do Rádio. (Foto: Paula Vitorino)

Em movimento grevista, fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura resolveram aliar protestos e ação social. Cerca de 2 mil litros de leite estão sendo distribuídos nesta quarta-feira (22) para as pessoas que passarem pela Praça do Rádio Clube e instituições beneficentes.

Os fiscais ressaltam que os leites foram comprados com o dinheiro do sindicato da categoria nacional. A ação faz parte do movimento grevista da categoria e já foi realizada em outros estados.

“Vim fazer compra dos produtos orgânicos na feirinha e ganhei o leite. Achei excelente a iniciativa. Que façam greve desse jeito o ano todo, tem que protestar mesmo”, apoiou o aposentado Alvaro Benevenuto.

Cada pessoa pode levar 1 caixa de leite. Unidades de leite pasteurizado também serão distribuídas, mas devem ser entregues as entidades, cerca de 5 locais.

Os colegas servidores federais do Incra, que fica ao lado da Praça e está em greve, também apoiaram a iniciativa, que já foi realizada por eles com ação semelhante.

“Isso é muito bom. Nós já fizemos a distribuição de verduras e frutas na sede como protesto”, diz. Os servidores distribuíram os alimentos no mês passado.

Reivindicação - Os fiscais pedem a realização de concurso para suprir o déficit de 1.500 funcionários em todo o país e a transformação das remunerações concedidas em subsídio.

De acordo com os servidores, o Ministério da Agricultura já se comprometeu a realizar concurso público no próximo ano.

O Governo também apresentou proposta de reajuste de 5% anual até 2015, mas os servidores negaram porque alegam que não querem aumento, mas a transformação do beneficio em subsídio.

Os fiscais estão trabalhando em regime de escala porque a Supremo Tribunal de Justiça determinou que eles voltassem ao trabalho. Os trabalhadores declararam greve no último dia 6.

Na semana passada eles realizaram mutirões de fiscalização nos supermercados da Capital como forma de protesto.



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