Fora da 1ª etapa, Gás do Povo vai contemplar mais de 26 mil famílias na Capital
Capital passa a integrar o programa com acesso gratuito à recarga do botijão de gás de 13 quilos
Campo Grande passa a integrar, a partir da próxima segunda-feira (26), o Programa Gás do Povo, política pública do governo federal voltada à garantia do acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda. Fora da primeira etapa de implantação, realizada em novembro, a Capital será incluída agora e deve contemplar 26.337 famílias com a recarga gratuita do botijão de gás de 13 quilos (GLP).
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A inclusão de Campo Grande ocorre na segunda fase do programa, que amplia o alcance do benefício para mais 950 mil famílias em todo o país e passa a atender todas as capitais brasileiras. Com isso, o Gás do Povo chega a outras 17 capitais que não haviam sido contempladas inicialmente, entre elas Campo Grande, além de Aracaju, Boa Vista, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Rio de Janeiro, São Luís e Vitória.
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Com a nova etapa, os beneficiários passam a receber o vale para recarregar o botijão de gás em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o país. Segundo o Governo Federal, o programa busca aliviar o orçamento das famílias mais pobres, permitindo que o recurso que antes era gasto com o gás de cozinha seja direcionado à compra de alimentos ou a outras necessidades básicas.
“O benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
A estrutura do programa foi desenhada para garantir ampla cobertura territorial. Em menos de dois meses, mais de 10 mil pontos de troca foram credenciados, o que representa cerca de uma em cada seis revendas de GLP do país conectadas à iniciativa. A estratégia prevê que praticamente todas as famílias tenham uma revenda a até dois quilômetros de sua residência, facilitando o acesso ao benefício e reduzindo barreiras logísticas.
A expectativa do governo é que o Gás do Povo esteja em pleno funcionamento em março, quando deverá alcançar 15 milhões de famílias, o equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas, nos 5.571 municípios brasileiros. A iniciativa é coordenada pelos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, de Minas e Energia, em parceria com a Caixa Econômica Federal, responsável pela operacionalização do benefício.
Para ter direito ao Gás do Povo, a família precisa ser beneficiária do Bolsa Família, ter ao menos dois integrantes, renda per capita de até meio salário-mínimo e estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. Também é necessário que o CPF do Responsável Familiar esteja regular e sem pendências cadastrais.
Além do impacto econômico, o programa tem foco direto na saúde pública. Antes da política, o alto custo do gás e as dificuldades de distribuição em áreas mais afastadas levavam muitas famílias ao uso de alternativas como lenha, carvão e querosene, expondo principalmente mulheres e crianças à fumaça tóxica e a riscos de doenças respiratórias e queimaduras. O objetivo do Gás do Povo é substituir essas práticas pelo acesso à energia limpa e segura.
“O Gás do Povo tem amplo impacto social. É uma política que leva dignidade, saúde e segurança alimentar a milhões de famílias”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao ressaltar que o programa deverá se consolidar como a maior iniciativa de promoção do cozimento limpo do mundo.
As famílias podem consultar a elegibilidade, a situação do vale e localizar revendas credenciadas pelo aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”. O benefício também pode ser acessado por meio do cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou informando o CPF do Responsável Familiar diretamente na revenda, com validação via sistema da Caixa.


