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Campo Grande, Domingo, 21 de Abril de 2019

28/03/2019 09:56

Força-tarefa começa flagrando “gatos” de energia em açougue e motel

Antes de ir às ruas, as equipes mapearam 120 pontos, que já eram monitorados há seis meses

Danielle Valentim e Ronie Cruz
Dentro da operação desta manhã, os trabalhos começaram nas imediações da Vila Piratininga. (Foto: Marina Pacheco)Dentro da operação desta manhã, os trabalhos começaram nas imediações da Vila Piratininga. (Foto: Marina Pacheco)

A primeira operação do ano entre a Polícia Civil e a Energisa contra furtos de energia elétrica já confirma o crime em poucos minutos de ação. Casa, motel e açougue foram flagrados com irregularidades na manhã desta quinta-feira (28).

Antes de ir às ruas, as equipes mapearam 120 pontos, que já eram monitorados há seis meses. Dentro da operação desta manhã, os trabalhos começaram nas imediações da Vila Piratininga.

Já na primeira visita a uma casa e um motel que ficam na Rua General Alcoforado, as equipes localizaram adulterações.

Na residência, o medidor estava adulterado. Segundo o gerente de combate a perdas da Energisa, Ercílio Diniz Flores, os equipamentos são retirados para análise técnica e depois enviados para o Inmetro.

A moradora não quis falar com a imprensa, mas disse à polícia que mora no imóvel há 20 anos e nunca fez nada de errado.

Diniz informou que na casa 30% da energia consumida não estava sendo registrada. “O cliente foi intimado a esclarecer a situação na delegacia”, disse.

No motel, as equipes confirmaram que as duas, das três fases estavam ligadas de forma direta. Isso significa que as duas fases não passavam pelo medidor.

“66% da energia consumida no motel não estava sendo registrada. Quando o furto é no comércio vira concorrência desleal. Porque o cliente consegue oferecer produtos mais baratos”, disse Ercírio.

A casa de carnes divide o medidor com uma casa que fica na Avenida das Bandeiras. No local, Energisa e polícia também encontraram o medidor adulterado. Segundo a Energisa neste local, há indícios de que o cliente tenha causado prejuízo de R$ 10 mil.

O delegado Ricardo Meireles, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), da Vila Piratininga, pontou que a fiscalização ocorre em etapas. “Constatado o furto de energia essas pessoas são ouvidas na 5ª delegacia. Daí se vê a necessidade de iniciar inquérito que pode resultar em auto de prisão em flagrante”, disse.

Ele explica que a pena de furto é de quatro anos de reclusão e se qualificado a pena pode passar para 5 ou 6 anos.

O delegado orienta que a pessoas que perceberem que a conta está muito abaixo do consumo devem pedir uma análise da Energisa. Mas se a pessoa ciente está pagando aquém do que seria e deixa a situação perdurar está cometendo o crime.

Dados – Segundo a Energisa em 2018 foram realizadas 108 mil fiscalizações em Mato Grosso do Sul, deste total 18 mil clientes apresentaram irregularidades por conta dessas irregularidades, o prejuízo foi de R$ 16 milhões.

O Governo do Estado deixou de arrecadar R$ 4 milhões em impostos e, conforme a concessionária, assim como as fiscalizações são intensificadas, forma do furto também ganha novas modalidades.

“Tem morador, por exemplo, que coloca dispositivos internos em que ligam e desliga o padrão de forma remoção e só ligam o padrão quando a equipe da Energisa chega, para simulador que tudo ocorre corretamente”, exemplifica Ercírio.

Esse total de prejuízo não arrecadado equivalente ao consumo de um mês inteiro das cidades Corumbá e Ponta Porã.

Tipos de furtos - As equipes avaliam três formas diferentes de fraudar o sistema de energia.

Uma delas é através de um “jumper” no sistema, no qual a energia não circula no medidor e sim em uma “ponte”. Outra forma acontece ao quebrar o medidor e puxar os fios para fazer o gato.

Além dessas duas formas, consumidores também invertem os dispositivos de entrada e saída do medidor, conhecido como "inversão de fase".



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