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Capital

Homem é preso após fingir ser policial e extorquir comerciantes e traficantes

Por Paula Maciulevicius | 15/02/2012 20:02

A Polícia chegou até ele através de denúncias anônimas de “vítimas” do suposto policial

Segundo delegado, Marcos fingia ser policial há pelo menos um ano. (Foto: João Garrigó)
Segundo delegado, Marcos fingia ser policial há pelo menos um ano. (Foto: João Garrigó)

Um homem foi preso no final da manhã desta quarta-feira por se passar por policial civil e extorquir comerciantes e traficantes.

Marcos Sobreira Gomes, 44 anos, tinha distintivo, carteira funcional, colete à prova de balas e várias ordens de emissão policial, feitas por ele mesmo para entrar em bocas-de-fumo e comércios.

Segundo a Polícia há pelo menos um ano ele agia desse modo. Ao se passar por policial, ele pegava as mercadorias vendidas ilegalmente para revender, ou pedia dinheiro para não “apreendê-las”.

A Polícia chegou até ele através de denúncias anônimas de “vítimas” do suposto policial.

Nas ordens de emissão ele chegava a colocar o nome dos suspeitos e ainda, de investigadores reais, com o número de matrícula e delegados como o titular do Garras, Roberval Cardoso, Edilson dos Santos, da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios) e Divino Furtado Mendonça da Depac Centro.

Segundo o delegado que conduziu as investigações, Marcos Takeshita, da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), o endereço e nome de Marcos foi passado pelas próprias “vítima”. “Eles deram endereço e disseram que era um tal de Marcão”, fala.

Ainda de acordo com o delegado, seguindo as características passadas nas denúncias, a Polícia localizou Marcos trabalhando como segurança, no “bico” que faz na Igreja Perpétuo Socorro.

A abordagem foi logo quando ele saiu do trabalho. De cara ele mostrou que portava a pochete tática, utilizada por policiais, o distintivo, duas armas de brinquedo, e a falsa carteira funcional.

Na residência os policiais encontraram cheques de valores entre R$ 470 até R$ 2,6 mil, de uma vizinha de Marcos, várias ordens de emissão policial, o colete e ainda uma camisa pólo bordada com o símbolo da Polícia Civil, diversas bijuterias, três rádio comunicadores e ainda a carteirinha de membro do conselho comunitário da região do Lagoa e uma identificação de liderança comunitária da Agetran, que permitia ao falso policial andar de ônibus gratuitamente.

A princípio Marcos negou envolvimento, disse que não fazia nada daquilo e que nunca havia invadido estabelecimentos como policial civil.

De acordo com o delegado a preocupação é a Polícia levar a “fama”, já que relatos feito anonimamente indicam que Marcos era truculento.

Ao Campo Grande News, o falso policial afirmou que entrou em uma boca-de-fumo em março do ano passado para pegar um computador que havia sido trocado por droga, de um conhecido e que somente naquela ocasião é que teria usado a falsa identificação de policial.

“Fui denunciado e a corregedoria passou a me investigar”, disse. Ainda segundo Marcos, ele usava o distintivo normalmente em cima da camisa. “Compra aqui mesmo, em qualquer lugar”, completou.

Sobre como sabia o nome e a matrícula de policiais, ele disse que “como todo mundo, tenho conhecidos na Polícia e os nomes você vê no site”.

Marcos, que até então não tinha passagens pela Polícia vai responder por uso de documento falso, simulação de qualidade de funcionário público, receptação e utilização de uniforme ou distintivo.

A Polícia orienta a população que em casos como este, onde a pessoa apresenta uma falsa carteira funcional, distintivo e documentos policiais, que entre em contato com a Polícia Civil para confirmar a identificação e ainda anote a placa da viatura.

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