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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

27/01/2018 17:28

Idosa morre no HR e família suspeita que médicos tenham desligado aparelhos

Neuraci Vieira deu entrada no hospital com suspeita de pneumonia, sendo transferida para o CTI dois dias depois

Bruna Kaspary
Neuraci deu entrada no hospital com pneumonia (Foto: Arquivo Pessoal)Neuraci deu entrada no hospital com pneumonia (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois de dar entrada no Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian com suspeita de pneumonia, a morte de Neuraci Vieira, de 64 anos, intriga a família da idosa. Segundo a filha dela, a suspeita é que a equipe médica tenha desligado os aparelhos que a mantinham respirando.

Segundo Tatiana Vieira, de 32 anos, filha de Neuraci, a idosa deu entrada no hospital em novembro do ano passado, e dois dias depois foi encaminhada para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), onde foi entubada e colocada em coma induzido.

Após aproximadamente um mês, com a melhora de Neuraci, o aparelho de respiração que era utilizado por ela foi retirado e começou a preparação para que a paciente retornasse ao quarto.

Tatiana ainda lembra que, no final de dezembro foi comunicada pela médica que a mãe havia contraído uma bactéria. Dois dias depois houve uma reunião com a equipe médica onde ela foi informada que os tratamentos com hemodiálise e medicamentos, e também seria necessário colocá-la em coma porque estaria sofrendo muito.

Segundo ela, nos últimos dias de internação Neuraci teria contraído uma "superbactéria" e uma infecção generalizada, e nesse momento a equipe decidiu por desligar os aparelhos e interromper a medicação que mantinham a idosa viva.

A decisão do corpo médico, de acordo com Tatiana, não era de acordo com a da família, que acreditava que a mãe conseguiria sobreviver, acusando os médicos de negligência.

De acordo com a médica que atestou a morte de Neuraci, Emmanuella Nunes da Costa, o quadro da pneumonia dela evoluiu para insuficiência respiratória e renal, e a internação prolongada provocou diversas infecções. Ela relata ainda que a obesidade da paciente resultou em choque séptico e disfunção de diversos órgãos.

A equipe do Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Regional, e foi informada que apenas a partir do início da semana poderá dar um retorno sobre o caso.



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