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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

02/12/2010 14:50

Impedido de sacar R$ 9,5 mil, cliente aciona Polícia

Danúbia Burema
Agente penitenciário reclama do procedimento bancário de agendamento de saques. (Fernando Dias)Agente penitenciário reclama do procedimento bancário de agendamento de saques. (Fernando Dias)

Impedido de sacar R$ 9,5 mil em uma agência bancária da Caixa Econômica Federal na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, um cliente decidiu acionar a Polícia Militar na tentativa de conseguir o dinheiro de sua conta corrente. O caso ocorreu no início desta tarde em Campo Grande.

Gustavo Motta, de 31 anos, agente do Presídio Federal, afirma que teve uma emergência médica com o filho de um ano e por isso não pôde agendar o saque, conforme determina o banco. “É humanamente impossível você prever uma emergência médica”, justifica.

Ele diz que explicou a situação à gerência da Caixa, mas foi orientado a “peregrinar” por outras agências até conseguir reunir a quantia, porque onde estava o cofre já havia sido aberto e isso é feito apenas uma vez ao dia. “Esse é um problema de segurança do banco e o cliente não pode ser penalizado”, defende.

Para o cliente, além do transtorno de não poder sacar seu dinheiro, a situação trouxe constrangimento e por isso ele irá recorrer à Justiça. “O dinheiro está na minha conta e não querem entregar. Isso é apropriação indébita”, avalia Motta, que diz ter cursado Direito.

Depois de duas horas de impasse no local, ele decidiu acionar a PM e dois policiais do 9° batalhão foram ao banco. A presença dos policiais atraiu a atenção dos funcionários e clientes da agência.

Em conversa com a gerente, que não quis dar entrevista, os policiais foram informados de que não havia dinheiro disponível no caixa, pois se houvesse o pagamento já teria sido feito.

A gerência informou ainda à PM que orientou o cliente a sacar R$ 5 mil e procurar sua agência de origem na tentativa de obter a quantia desejada. À reportagem, a gerente alegou que o limite de saque faz parte do esquema de segurança do banco e que foram dadas alternativas ao cliente.

Dentro da agência, PM conversou com gerente e situação atraiu atenção dos funcionários. (Fernando Dias)Dentro da agência, PM conversou com gerente e situação atraiu atenção dos funcionários. (Fernando Dias)

Direitos - A reportagem do Campo Grande News consultou o Procon-MS sobre o caso. O superintendente do órgão, Lamartine Ribeiro, explica que o provisionamento do dinheiro é acordado entre o banco e o cliente no momento da assinatura do contrato.

Contudo, ressalta Lamartine, muitos clientes não lêem todos os termos antes de contratar o serviço. O superintendente afirma que o limite de saque de R$ 5 mil e a necessidade de agendamento para retirar valores superiores a essa quantia não são exclusividade da Caixa, pois esse procedimento é adotado em todos os demais bancos.

Questionado sobre como fica o consumidor que precisar de alta quantia para uma emergência, ele lembra que em quase todas as situações há como resolver de outra maneira. No caso de uma emergência médica, ressalta, o pagamento ao hospital pode ser feito com um cheque, no cartão ou por meio de uma Transferência Eletrônica Disponível.

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